Fundão com orçamento para 2020 de 29,7 milhões de euros

A Câmara do Fundão vai ter um orçamento de 29,7 milhões de euros em 2020, valor semelhante ao deste ano e que inclui investimento nas componentes de competitividade, inovação e coesão social, disse hoje à agência Lusa o presidente do município.

  • Economia
  • Publicado: 2019-11-05
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

A Câmara do Fundão vai ter um orçamento de 29,7 milhões de euros em 2020, valor semelhante ao deste ano e que inclui investimento nas componentes de competitividade, inovação e coesão social, disse hoje à agência Lusa o presidente do município.

"É um orçamento realista e sustentável, que pretende ter uma taxa de execução de pelo menos 85% e, ao mesmo tempo, é um orçamento que representa a nossa visão para o concelho em que as componentes da competitividade, da inovação, bem como da coesão social e da inclusão estão perfeitamente estabelecidas", afirmou Paulo Fernandes (PSD), em declarações à Lusa.

A proposta foi aprovada por maioria na última semana, durante a reunião do executivo, e contou com a abstenção dos vereadores do PS, que consideraram que há "desinvestimento brutal" nas Grandes Opções do Plano e no Plano Plurianual.

"Passamos de 110 milhões de euros para 40 milhões de euros. Além disso, há ainda a questão das freguesias, onde apenas se verifica um aumento de nove mil euros, sendo que três mil são absorvidos pela União de Freguesias do Grande Fundão, o que mostra que o valor para as restantes freguesias será manifestamente insuficiente", referiu, em declarações à Lusa, a vereadora Joana Bento (PS).

Críticas que o presidente deste município do distrito de Castelo Branco rejeita, garantindo que o investimento até é reforçado.

Segundo explicou, a grande alteração está relacionada com o projeto do Regadio a Sul da Gardunha, cuja verba deixou de estar contemplada porque Castelo Branco passou a integrar a candidatura e a componente do autofinanciamento, caso a mesma seja aprovada.

Paulo Fernandes destaca ainda que há um investimento que ultrapassa os oito milhões, tendo inscrita a conclusão de obras e de equipamentos ao nível da Educação, Segurança, Cultura e Inovação e Atração de Empresas.

A conclusão da requalificação da Escola Secundária, o arranque do Cineteatro Gardunha, cujo concurso público deverá ser lançado para a semana, a renovação integral do posto da GNR do Fundão, as obras no antigo hospital para acolher a Unidade de Medicina Nuclear, bem como a intervenção na zona industrial e a criação do Centro de Acolhimento Empresarial (com a ligação entre o multiusos e a incubadora) são algumas das obras previstas.

Já a verba para o "investimento de proximidade" integra a melhoria de algumas estradas municipais, como por exemplo a ligação da Gramenesa, a melhoria da entrada norte da cidade e a ligação a Vale Prazeres, entre outras.

Paulo Fernandes destacou ainda que serão mantidos os apoios às coletividades e parceiros e que há uma atualização nos apoios às juntas de freguesia, além de ser tida em conta o processo de descentralização em curso.

Na área social está previsto um reforço relacionado com a coesão e inclusão social que abrange o Programa de Acolhimento de Refugiados e a capacitação e melhoria do Centro de Migrações, instalado no antigo seminário local.

O autarca também garantiu que será pedido o contributo às restantes forças partidárias antes de a proposta seguir para a Assembleia Municipal, mas os vereadores do PS lembraram que tal já deveria ter sido feito antes de o orçamento ser apresentado ao executivo e antes de ser enviado ao Fundo de Apoio Municipal (FAM), a que o Fundão aderiu em 2018 para liquidar o Plano de Apoio à Economia Local (PAEL).

"O Fundão está vinculado ao FAM e tem de seguir as regras do FAM. Portanto, não faz sentido estar a enviar uma proposta que não inclui eventuais contributos porque estará a ser avaliado algo que pode não ser a versão final", fundamentou Joana Bento.

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