Politécnico de Castelo Branco afirma que salários foram pagos na data prevista

O presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) afirmou hoje que os salários na instituição foram pagos na data prevista, tal como prevê que venha a acontecer com os salários de dezembro.

 

 

  • Economia
  • Publicado: 2019-11-28
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

O presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) afirmou hoje que os salários na instituição foram pagos na data prevista, tal como prevê que venha a acontecer com os salários de dezembro.

"Segundo notícias que no inicio da semana chegaram aos jornais, primeiro nacionais e depois locais, falava-se sobre a dificuldade de pagamento de salários no IPCB, do salário de novembro, [e] subsidio de Natal deste ano. Pagamos na sexta-feira, aliás como estava previsto pagarmos”, afirmou António Fernandes.

O dirigente, que falava durante a cerimónia comemorativa do 28º aniversário da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (ESGIN), acrescentou que queria deixar os interessados “completamente tranquilos” sobre a matéria.

“Os vencimentos de dezembro, naturalmente que serão pagos na data prevista em que habitualmente recebemos na nossa instituição", assegurou.

Num documento que a agência Lusa divulgou na terça-feira, o Grupo de Monitorização e Controlo Orçamental das Instituições de Ensino Superior Público, alertava a tutela para as necessidades financeiras verificadas, à data de 13 de novembro de 2019, em três instituições de ensino superior público.

O documento sugere que os politécnicos de Castelo Branco, Santarém e Tomar sejam considerados "em situação de crise institucional grave", que requer "uma ação especifica", nomeadamente a constituição de uma equipa, em colaboração com as instituições, que permita identificar até 31 de dezembro de 2019 as medidas urgentes a aplicar.

O grupo de monitorização adiantava que as três instituições de ensino superior público confirmam necessidades de reforço orçamental, no valor global de 5,9 milhões de euros, "para pagamentos dos vencimentos de novembro, subsídio de Natal e dezembro".

No documento é ainda sugerido que sejam avaliadas as necessidades de nomeação de um gestor público para acompanhar a gestão das instituições e de integração das instituições num consórcio com outras instituições similares.

O presidente do IPCB adiantou que sobre esta matéria não diria absolutamente nada de novo e limitou-se a citar algumas palavras do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

"O ministro é muito claro. Isto é uma situação que vem do passado, no caso do nosso politécnico e de outros, vem do passado. Estamos a resolvê-la e vamos conseguir resolvê-la. E portanto, ele [ministro] diz que é uma situação particular de algumas instituições de ensino superior e nós cá estaremos para resolver estas situações particulares na nossa instituição", sublinhou.

António Fernandes realçou ainda que Manuel Heitor disse que, em relação ao IPCB, o processo de restruturação tem que ser acelerado: "Eu sublinho, o processo de restruturação organizacional do Politécnico de Castelo Branco tem que ser acelerado".

O responsável adiantou que, em 02 de dezembro, vai decorrer uma reunião e espera que os dados adicionais que irá levar ao conselho geral do IPCB esclareçam os conselheiros.

"Se tal não acontecer, disponibilizo-me para no mais curto espaço de tempo apresentar esse dados adicionais aos conselheiros para que uma decisão possa ser tomada. E a decisão que vier a ser tomada tem que ser muito prudente, mas será uma decisão tomada pelos conselheiros que estão em representação de todos os professores, de todos os funcionários, estudantes e comunidade", sustentou.

O presidente do IPCB explicou ainda que apresentaram ao conselho geral, em 18 de setembro, uma proposta de reorganização organizacional com quatro cenários pensados pela direção da instituição e mais dois, um proposto pela Escola Superior de Tecnologia (EST) e outro, proposto por um professor da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova.

"Analisamos os seis cenários, encontramos vantagens e desvantagens em cada cenário. Não há nenhum cenário ideal. Esqueçam. Pode haver um cenário que é hoje o mais adequado para a nossa organização", frisou.

António Fernandes afirma que a proposta "é muito simples" e passa por quatro novas escolas para o IPCB.

"E, as atuais seis escolas dão origem a quatro novas escolas. Nós aqui não estamos a falar de fusão. Estamos a falar de uma preparação do instituto para o futuro, de quatro novas escolas. Pretendemos um IPCB mais forte, mais coeso, com mais estudantes e que estrategicamente saiba para onde quer caminhar. É isso que pretendemos. Pretendemos dar as mãos convosco. Queremos o melhor para o futuro", concluiu.

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