Por: Diário Digital Castelo Branco
A Agenda de Inovação para a Agricultura será construída com a participação de agricultores e entidades de todo o país e deverá reunir condições de valorização dos territórios e das suas marcas, garantiu hoje a ministra da Agricultura.
"É nossa preocupação na construção desta Agenda [de Inovação para a Agricultura] reunir as condições de valorização de cada território - das suas marcas, da sua identidade - para podermos efetivamente contribuir para que localmente a estratégia seja consentânea com os valores locais, com as necessidades locais, com as oportunidades locais, mas sempre num pensamento global", apontou.
Maria do Céu Albuquerque falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde hoje promoveu uma reunião de trabalho que teve como tema central a construção da Agenda de Inovação para a Agricultura e na qual participaram agricultores, autarcas e várias associações e entidades do setor nesta região da Beira Interior.
À saída, em declarações aos jornalistas, Maria do Céu Albuquerque vincou a importância de integrar as estratégias locais naquela que será a estratégia global do país para o setor.
"A soma das partes é essencial para que Portugal possa atingir o nível de desenvolvimento onde a agricultura tem um patamar importante", fundamentou, acrescentando que a construção desta agenda envolverá "todos os atores do território", designadamente agricultores, movimentos associativos, autarquias, universidades, politécnicos e centros de transferência de conhecimento.
A relevância de promover cada vez mais práticas sustentáveis e um consumo sustentável na agricultura, tendo por base o comércio de proximidade e as cadeias curtas, foi outra das ideias deixadas pela governante.
"Isso é absolutamente determinante para garantir o sucesso, nomeadamente para o equilíbrio da nossa balança comercial, onde queremos exportar mais, mas onde queremos também diminuir as importações com a valorização daquilo que é nosso", acrescentou.
Questionada sobre as preocupações que lhe foram transmitidas na sessão, Maria do Céu Albuquerque apontou a questão do Regadio, tendo sublinhando que o Governo está atento a essa realidade.
Explicou que está em curso o Programa Nacional de Regadios, no qual foram inscritos 560 milhões de euros para novos projetos ou investimentos na modernização e adaptação dos sistemas já existentes.
Sobre o projeto de criação do Regadio a Sul da Gardunha, que é há muito reivindicado e que abarca os concelhos do Fundão e Castelo Branco, Maria do Céu Albuquerque limitou-se a referir que a candidatura está a ser avaliada.
Nesta sessão, a autarquia anfitriã também apresentou a ideia de se levar o regadio à margem direita do rio Zêzere, complementando assim o Regadio da Cova da Beira, que não abarca essa área, apontou o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira.
Em declarações aos jornalistas, o autarca explicou que o município já entregou a elaboração do projeto a uma empresa para que este depois possa ser alvo de uma candidatura.
Acrescentou ainda que será necessário fazer uma albufeira e que o enquadramento final ainda não está definido, mas que o projeto deve abarcar os concelhos vizinhos de Belmonte e do Fundão.
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