Covid-19: Empresários da Beira Baixa alertam para a urgência de as empresas terem liquidez

A Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) alertou hoje para a urgência de se criar condições que permitam às empresas liquidez já em março, apesar de considerar que as medidas tomadas pelo Governo "são positivas".

  • Economia
  • Publicado: 2020-03-25
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco com Lusa

A Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) alertou hoje para a urgência de se criar condições que permitam às empresas liquidez já em março, apesar de considerar que as medidas tomadas pelo Governo "são positivas".

"É urgente criar condições que permitam às empresas liquidez já no mês de março, caso contrário uma fatia grande não vai conseguir cumprir todas as suas obrigações", alerta, em comunicado, o presidente da AEBB, José Gameiro.

A associação sublinha que as medidas já anunciadas pelo Governo, para apoiar as empresas, numa primeira análise, "são positivas".

Contudo, sustenta que precisam de ser simplificadas e que o acesso deve ser acelerado: "Efetivamente, o que as empresas pedem agora é simplificação, celeridade e transparência na implementação das medidas, que têm que chegar com rapidez às empresas".

A AEBB realça que dos contactos permanentes que tem desenvolvido, especialmente junto dos seus associados, foi possível constatar que algumas das empresas adotaram desde a primeira hora medidas de contingência, reduzindo a sua atividade, facto que as deixou "numa situação bastante complicada já em março".

"É ainda fundamental um compromisso sério do Governo, alicerçado no acompanhamento constante da situação das empresas nos diversos territórios, para que atempadamente possam ser revistas as medidas agora definidas e preparadas novas que permitam atuar preventivamente perante as situações", concluem.

À semelhança de alguns países da Europa e países terceiros, o presidente da AEBB realça que é fundamental serem já pensadas medidas a fim de superar os impactos nas economias locais e trazer as empresas de volta a uma faixa de crescimento, após o vírus estar sob controlo, com foco especial em micro, pequenas e médias empresas, "que serão certamente aquelas que mais vão sofrer com esta crise".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 19.000.

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