Por: Diário Digital Castelo Branco
A Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor (AECBP) disse querer que as autarquias implementem mais medidas de apoio às empresas para fazer face às dificuldades provocadas pela pandemia da covid-19.
Em comunicado enviado à agência Lusa, esta associação com sede na Covilhã, distrito de Castelo Branco, diz que, a par das medidas que têm sido anunciadas pelo Governo, são necessários apoios excecionais de caráter municipal.
Apesar de saudar as medidas já anunciadas, a AECBP refere que é preciso ir mais longe e explica que já enviou uma comunicação aos três concelhos com o objetivo de sensibilizar para "a importância do alargamento do seu leque de apoio às empresas, dado que [estas] necessitam de ajuda urgente para evitar ainda mais a deterioração da sua condição económica e, em muitos casos, um consequente e inevitável encerramento".
A AECBP quer que os municípios apliquem a isenção total do pagamento das rendas dos estabelecimentos comerciais e de serviços, que se encontrem em regime de aluguer ou concessão, cuja titularidade (direta ou indireta) seja do município e que se encontram encerrados.
Defende igualmente uma redução de 50% para os espaços que estejam abertos, designadamente nos mercados municipais, no parque de incubação ou noutros estabelecimentos.
A suspensão da cobrança de todas as taxas relativas à ocupação de espaço público das esplanadas, a redução em 75% da taxa de ocupação do subsolo para o gás natural, a isenção total da tarifa fixa (de disponibilidade) de água, saneamento e resíduos sólidos, e a redução do prazo de pagamento de dívidas a fornecedores são outras das medidas reivindicadas.
Citado na nota de imprensa, o presidente da AECBP, Henrique Gigante, frisa que estas medidas podem representar um "alívio nas despesas fixas dos empresários" e um "balão de oxigénio que precisam para sobreviver nos próximos meses".
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.
Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).
Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.
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