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Região 10 de janeiro de 2012

Automóvel: Grupo Salvador Caetano também despede em Castelo Branco

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Grupo Salvador Caetano já despediu, a nível nacional, dezenas de trabalhadores, denunciaram os sindicatos à agência Lusa, situação confirmada pela empresa que se recusou a divulgar o número certo de funcionários abrangidos pela medida.

 

O Grupo Salvador Caetano já despediu, a nível nacional, dezenas de trabalhadores, denunciaram os sindicatos à agência Lusa, situação confirmada pela empresa que se recusou a divulgar o número certo de funcionários abrangidos pela medida.

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente (SITE) adiantou que o grupo "continua a contactar dezenas de funcionários com vista à redução do seu quadro de pessoal" e denuncia "pressões" para que os trabalhadores assinem os acordos de rescisão.

Em resposta enviada à agência Lusa o Grupo Salvador Caetano explicou que "está a adaptar os seus recursos físicos e humanos à realidade do mercado automóvel, por forma a manter a sustentabilidade das suas operações" e que por isso "tem feito de forma tranquila e amigável alguns acordos que salvaguardam os interesses de todas as partes".

A empresa considera que a "política cega do Estado contra o setor automóvel colocará em risco milhares de postos de trabalho em Portugal". Acrescenta que em 2011 o Estado "já perdeu centenas de milhões de euros, e com o Orçamento do Estado aprovado para 2012, mais receitas fiscais irá perder".

Por seu lado, os sindicatos criticam o grupo e a forma como estão a decorrer os acordos.

"A empresa continua a contactar trabalhadores com vista à redução do seu quadro de pessoal, tendo, desde novembro, concretizado a saída de 25 funcionários em vários estabelecimentos", afirmou o coordenador do SITE - Centro-Sul e Regiões Autónomas.

Navalha Garcia adiantou que as 25 rescisões ocorreram em Lisboa, Loures, Leiria, Vila Franca de Xira e Castelo Branco. O sindicato já manifestou junto da empresa a sua "oposição em relação a todo o processo, tendo em conta a forma como ele está a ser conduzido" sem "nenhum critério definido", que "implementa a precariedade".

O dirigente sindical adiantou ainda que os trabalhadores irão realizar, na quarta-feira, plenários em todos os estabelecimentos das cinco localidades, para discutir, entre outros assuntos, também esta matéria.

Luís Pinto, do SITE - Norte confirmou rescisões em pólos do grupo, nomeadamente no Porto, Maia e Gaia, adiantando que a empresa continua a abordar trabalhadores para que aceitem os acordos mútuos, mas salientou que "alguns recusaram a proposta da entidade patronal".

O dirigente sindical contou que há funcionários com contratos a termo que ao fim de três anos não são renovados. Luís Pinto avançou também que "estão a ocorrer mudanças e deslocações de trabalhadores" em alguns estabelecimentos da empresa na zona Norte.

No entender do sindicalista o Grupo Salvador Caetano "está a realizar uma reestruturação do seu quadro de pessoal com muitas cautelas para não destabilizar o ambiente laboral e para que não passe para o exterior", o que dificulta a "contabilização do número de despedimentos".

Júlio Balreira, do SITE - Centro/Norte, explicou que, até ao momento, "não foi possível obter o número de trabalhadores que já rescindiram" mas assegura que as "saídas e as pressões" sobre os trabalhadores para que assinem os acordos mútuos "são um facto".

Na resposta enviada à Lusa, o Grupo Salvador Caetano deixa também críticas à "constante penalização do setor por via do aumento consecutivo dos impostos" que coloca "desafios sérios a todas as empresas", o que resulta "numa redução do volume de emprego e do nível de investimento e de instalações".

A empresa diz que "existem muitos mais setores de bens igualmente importados e de consumo não essencial, ao contrário dos automóveis, onde poderiam existir impostos especiais que ajudariam na receita fiscal em vez de ser sempre o setor automóvel".

Desta forma, defende a Salvador Caetano, "o esforço seria divido por vários setores, sem colocar em causa a sua sustentabilidade".

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