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Região 21 de janeiro de 2012

Castelo Branco: Lardosa oferece cascoréis para agradecer o milagre de São Sebastião

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

 A freguesia de Lardosa ofereceu hoje os cascoréis a São Sebastião, cumprindo uma tradição que se perde no tempo. Todos os anos as mulheres desta aldeia do concelho de Castelo Branco confecionam o bolo frito semelhante à filhós, que é empilhado em cestos decorados com flores e transportados em tabuleiros levados à cabeça, num percurso de algumas centenas de metros entre a casa do povo e a capela de São Sebastião.

 

A freguesia de Lardosa ofereceu hoje os cascoréis a São Sebastião, cumprindo uma tradição que se perde no tempo.

Todos os anos as mulheres desta aldeia do concelho de Castelo Branco confecionam o bolo frito semelhante à filhós, que é empilhado em cestos decorados com flores e transportados em tabuleiros levados à cabeça, num percurso de algumas centenas de metros entre a casa do povo e a capela de São Sebastião.

Na origem desta tradição está uma praga de gafanhotos que ameaçou a agricultura e cujos insectos acabariam por vir morrer à porta da capela.

O povo atribuiu o milagre ao santo e desde então cumpre todos os anos a oferta dos cascoréis, que são distribuídos à população juntamente com vinho e tremoços.

Os bolos são elaborados pelas mulheres da aldeia que começaram a preparação no início da semana, acordando todos os dias por volta das três horas da madrugada.

"Aprendi com pessoas mais velhas do que eu. Comecei a trabalhar com elas e aprendi. Agora já ficam algumas mais novas do que eu", conta Maria de Lurdes Santos.

Aos 72 anos conta já com 20 de experiência na elaboração dos cascoréis, cujos ingredientes são adquiridos pelos festeiros. Este ano há seis festeiros e cada um contribuiu com 60 quilos de farinha, 300 ovos e três litros de leite, entre outros ingredientes que fazem a receita.

Estela Antunes controlou a fritura dos cascoréis e também transportou um dos tabuleiros. Os 67 anos de vida não lhe tiram a energia necessária para cumprir a tarefa.

"Quando eu os levo ainda vou a dançar pelo caminho, ainda hoje era capaz de dar a volta ao povo com ele", conta com um sorriso nos lábios.

Joaquim Justiça, um dos festeiros deste ano, explica que este ano a festa vai durar todo o fim de semana, com a venda de chouriças e de borregos e um festival de ranchos folclóricos a realizar na tarde de domingo.

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