Por: Cristina Valente
A Federação Distrital de Castelo Branco da Juventude Socialista ainda acredita que a REFER pode voltar atrás nas medidas implementadas na linha da Beira Baixa.
A Federação Distrital de Castelo Branco da Juventude Socialista ainda acredita que a REFER pode voltar atrás nas medidas implementadas na linha da Beira Baixa.
No passado sábado a Federação convidou para estar em Castelo Branco o Professor da Universidade do Algarve Manuel Margarido Tão, docente em economia dos Transportes, com especialidade na área da ferroviaPara o especialista a introdução de automotoras, “é uma perda em termos qualitativos” não só em relação ao conforto das composições, mas também, acrescenta o especialista, em relação ao tempo de duração das viagens.
“O que se faz em toda a Europa é utilizar o melhor material, para tirar partido dos trajetos mais rápidos, e poder assim compensar os mais lentos, o que não acontece aqui, e vem lesar os utilizadores” diz o especialista.
Para Manuel Margarido Tão esta situação era evitável se as obras no troço Covilhã-Guarda já estivessem concluídas. “Se esse troço estivesse concluído, era possível fazer a fusão da gestão das duas linhas, todas as escalas de material e pessoal eram uma só, e inclusivamente com menos material podia-se produzir mais serviço” diz o estudioso.
Manuel tão acrescenta que Portugal tem tido uma politica sem coerência nos investimentos ferroviários, “não existe um plano ferroviário, e as obras são feita adoc”.
Artur Patuleia diz que está na hora da REFER fazer o balanço da introdução das automotoras na linha da Beira Baixa, “é preciso que a empresa diga qual foi a variação e receitas que teve nos últimos meses”.A JS quer saber qual foi o impacto da alteração introduzida.
“A empresa demitiu-se da sua responsabilidade de fator de mobilidade no distrito, consequentemente de desenvolvimento económico. Como afugenta os clientes, demitiu-se também, enquanto empresa do estado de apresentar bons resultados” acusa Artur Patuleia da JS.
A duração da viagem Covilhã-Lisboa é outro fator que a JS considera ter vindo a ser afetado com a alteração, “com as automotoras a composição fica inibida de circular a uma velocidade superior a 120 km à hora em mais de um terço da viagem”, o que aumenta em 11 minutos a viagem, em relação à que estava a ser feita pelo intercidades.
Com a introdução de portagens nas ex-scuts, Artur Patuleia diz que os comboios podiam ser uma alternativa, “o que não aconteceu” lamenta o jovem socialista.
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