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Região 6 de fevereiro de 2021

Ródão: Bloco de Esquerda debate destruição de antiga mina romana situada no Fratel

Por: Diário Digital Castelo Branco

O Bloco de Esquerda realizou esta 6ªfeira, dia 5 de Fevereiro, uma reunião por videoconferência com a Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) depois, desta, ter denunciado a destruição de património já inventariado e integrado no PDM local, nomeadamente uma antiga mina romana na Cova da Moura do Fratel, em Vila Velha de Ródão.

Segundo a informação enviada ao Diário Digital Castelo Branco, a reunião teve a presença da deputada do Bloco de Esquerda, Alexandra Vieira, e de Cristina Guedes e Sónia Reis, membros da distrital de Castelo Branco do Bloco de Esquerda. Por parte da AEAT esteve presente o Coordenador da Associação, Jorge Gouveia e os arqueólogos João Caninas e Francisco Henriques.

A deputada do Bloco, Alexandra Vieira, referiu que “a valorização do património serve para ajudar a fixar pessoas, sobretudo nos territórios do interior, e para desenvolver economicamente e culturalmente uma região”. As declarações acontecem depois da notícia, dada pelo Diário Digital Castelo Branco, http://www.diariodigitalcastelobranco.pt/noticia/55765/rodao-aeat-denuncia-destruicao-de-mina-de-ouro-romana-em-fratel da destruição de uma antiga mina romana no Fratel, em Vila Velha de Ródão, por uma plantação de eucaliptos.

Já Francisco Henriques, fundador da AEAT e arqueólogo, referiu que “o local está completamente devastado e é uma situação muito triste. Mas não é uma situação única da região, por exemplo, o Monte do Famaco vai ficar completamente destruído devido a uma plantação de um amendoal extensivo”.
Sobre o caso em questão, da destruição da antiga mina romana na Cova da Moura do Fratel, Francisco Henriques disse que “a produção agrícola intensiva não é compatível com a preservação do património e acabou por ser destruída a única mina de filão da região, da época romana, com o seu povoado mineiro”.

A destruição da antiga mina romana foi feita por uma plantação intensiva de eucaliptos e já foram identificados os culpados, mas o arqueólogo refere que existe “uma impunidade dos crimes contra o património, os autores alegam sempre desconhecimento” e acrescenta que “os sítios de interesse foram-se mantendo porque havia uma agricultura adequada. Agora, com a utilização de maquinaria pesada isso não acontece”, lê-se no texto a que o Diário Digital teve acesso. 

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