Por: José António Baleiras
Como o Diário Digital Castelo Branco (DDCB) já tinha anunciado, o empresário, José Adelino Gameiro é candidato à Câmara Municipal pelo “Movimento Para Todos” (MPT), constituído por um grupo de cidadãos "autónomos e livres".
A candidatura, foi apresentada esta 2ªfeira, dia 8 de Março, no auditório da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (ESGIN), pela atual Presidente da Junta de Freguesia de Aldeia de Santa Margarida, Zélia Leitão Curto, que definiu o candidato como um “homem de família, empresário com consciência social, ponderado na hora de tomar decisões, lutador de causas justas e aberto ao diálogo com todos para um projeto de mudança do concelho”.
No uso da palavra, Gameiro afirmou que "o propósito desta equipa não se esgota na simples vontade de participar ativamente numa nova organização da gestão do concelho de Idanha-a-Nova, nem no simples ato eleitoral. A decisão de candidatura vai muito além do objetivo de visibilidade e sustenta-se numa reconhecida perseverança e capacidade de formulação e de visão estratégica para o futuro do nosso concelho, onde são as pessoas que mais contam, em plena conjugação com o território e o ambiente", referiu o candidato.
O José Gameiro explicou que o grupo de cidadãos que integra o MPT e que se vai apresentar a escrutínio é composto por pessoas de vários quadrantes, que querem dar "uma nova esperança aos munícipes" de Idanha-a-Nova e "inverter o caminho em que o concelho se encontra".
"Estamos convictos de que é necessário devolver às gentes do concelho a capacidade de intervir, opinar e participar, de forma livre e sem receios de juízos de valor ou com medos escondidos. A conduta que nos move é aquela que nos caracteriza a todos e a cada um nas nossas vidas pessoais e profissionais. Não está, por essa razão, nos nossos planos ou horizontes utilizar o espaço de campanha para fazer ataques pessoais ou críticas desnecessárias" afirmou.
“As conquistas e vitórias conseguidas, tem que ser colocadas ao serviço de todos e não só de alguns. A construção da mudança tem que te a participação de todos e não só de alguns. As condições de vida nas freguesias vão ter que evoluir com todos e não só com alguns. Não será fácil, mas temos que o conseguir. E depende de quem? Só de nós depende esta mudança. E para que não haja ilusões e nos tentem levar amarados a falsos estados de alma digo-vos também, garantidamente, que na mudança, Idanha, apesar de ter deixado acabar o grupo musical “Siranda” continuará a ser a capital da música. Qual é o problema? Que na mudança, Idanha-a-Nova continuará a ser uma Bio-Região. Qual é o problema? E na mudança Idanha continuará com fluxos turísticos. Qual é o problema? E na mudança Idanha continuará a ter ensino superior.
Não é por acaso que estamos nesta sala. Como aluno da ESGIN sei a importância desta escola para o Município, mas também vos digo que connosco o diálogo institucional e inteligente será reaberto com base num clima de confiança entre pessoas e instituições pelos objetivos mútuos no processo em torno desta escola. Mas alguém duvida que eu gosto da ESGIN só porque não andei a agitar bandeiras! Era só o que faltava. Até vos digo mais. Tive um papel preponderante, importante e interventivo neste processo de reestruturação da escola e não precisei de agitar bandeiras, fiz aquilo que devia se feito com diálogo. Da esquerda à direita, toda agente sabe a importância do ensino superior nas regiões do interior. A escola é nossa. Havia de ser de quem? Quantos concelhos, aqui à volta, gostariam de ter uma escola como esta e não têm? Mas quantos? Então nós temo-la cá e tratamo-la como se tem feito? É assim que queremos o desenvolvimento do concelho? É desta forma que queremos mais alunos?” Perguntou à assistência José Adelino Gameiro.
Para de seguida afirmar que “caros amigos, pelo que já todos sabemos e garantidamente que na mudança Idanha-a-Nova vai ter que começar de novo um conjunto de tarefas urgentes. Objetivamente e em primeiro lugar é necessário dar seguimento ao trabalho de um homem que gostaria daqui referir, que sabe que estamos aqui hoje e sei que está muito atento a isto, que é Joaquim Morão. O concelho não olha para as infraestruturas que ele nos deixou e estão agora, na sua grande maioria em completo abandono como todos sabemos. Desde os abastecimentos de água, ao saneamento e a cada uma das ruas das freguesias”, declarou.
O candidato do MPT sublinha ainda a importância que têm hoje as autarquias no desenvolvimento social e económico dos territórios.
"É preciso apostar na melhoria das infraestruturas, no investimento público e na capacidade de mobilização do investimento privado. Só dessa forma o nosso concelho poderá criar postos de trabalho, gerar riqueza e promover a tão importante atratividade, para a fixação de pessoas, que são a alma de qualquer território. Sem pessoas e capacidade produtiva empresarial, nenhum concelho, sobretudo do interior, constrói índices de crescimento sustentável", sustenta.
O movimento refere que se confronta com duas realidades: "Continuamos com a situação atual ou apostamos numa nova equipa, de pessoas determinadas em dar o máximo de si próprias, em prol de um concelho que importa alavancar social e economicamente".
Adianta que, nestas eleições autárquicas, todos têm a obrigação de olhar para o futuro e construir a diferença, com determinação.
"É neste Movimento para Todos, que tem por lema ‘Por um concelho onde todos têm voz’, que queremos materializar, com as freguesias e sede de concelho, o acolhimento das pessoas empolgadas na vontade determinada de mudar. É agora que se inicia um movimento, que possibilitará a mudança, para os próximos quatro anos", concluiu.
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