Por: Diário Digital Castelo Branco com Lusa
O presidente da Associação Comercial e Empresarial da Beira Baixa (ACICB) afirma que mais de 20% dos empresários locais não vão conseguir resistir à situação de crise em que se encontram, devido à Covid-19.
"As associações comerciais têm atravessado um grande deserto, sem qualquer apoio dos sucessivos governos. Somos nós que estamos no terreno, que conhecemos melhor as necessidades dos nossos empresários e que temos meios para os poder acompanhar no desenvolvimento das suas atividades", afirmou o presidente da direção da ACICB, Sérgio Bento.
O responsável falava na cerimónia de inauguração da nova sede da ACICB e das comemorações do 110.º aniversário desta associação empresarial de Castelo Branco.
"É pena que não nos sejam reconhecidas [associações comerciais] essas valências pelos nossos governantes e não nos considerem parceiros para ajudar no desenvolvimento da região onde nos inserimos", sustentou.
O presidente da ACICB lamentou a total ausência de apoios às associações comerciais, cujas receitas "são pouco mais do que resulta do pagamento das quotas” dos associados.
Sérgio Bento sublinhou ainda que devido à pandemia da covid-19, "mais de 20% dos empresários locais não vai conseguir resistir à presente situação em que se encontram", o que "preocupa muito" a associação.
A ACICB está também atenta àqueles que vão conseguir resistir à crise, mesmo passando por grandes dificuldades: "A esses a nossa mensagem é a de que podem contar connosco, vamos estar cá sempre para vos apoiar".
O responsável disse esperar que haja "coragem política" para tomar decisões, "como acabar com as portagens na A23", pensar e executar o regadio a sul da Gardunha e que "a barragem do Alvito possa ser uma realidade e que a construção do IC31 possa ter início nos próximos dois a três anos".
Espera também, que a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) "seja rápido, direto e eficaz na aplicação dos fundos".
Isto porque entende que muitas das pequenas empresas necessitam desses apoios para poder continuar a trabalhar e a manter os seus postos de trabalho.
"Está na altura de deixarmos de falar da crise, temos de falar de esperança e de trabalho, arregacemos as mangas, pois está na hora de mostrar o que valemos", concluiu.
Já o presidente da Câmara de Castelo Branco, José Augusto Alves, enalteceu o trabalho desenvolvido pela ACICB ao longo dos seus 110 anos de existência e considerou-a como "uma almofada de conforto" para os empresários.
O autarca realçou ainda a colaboração que a associação tem mantido com o município de Castelo Branco, trabalho esse que só em duas iniciativas (Natal Branco e o Vale Covid), "envolveu cerca de mil empresários e um investimento de 500 mil euros".
A ACICB tem cerca de mil associados e abrange todos os concelhos que integram a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB): Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Proença-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão.
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