Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Quercus de Castelo Branco criticou hoje o fim do transporte pela GNR de animais selvagens feridos para centros da associação, depois de recolher duas aves descobertas por particulares, mas a força de segurança refuta responsabilidades.
A Quercus de Castelo Branco criticou hoje o fim do transporte pela GNR de animais selvagens feridos para centros da associação, depois de recolher duas aves descobertas por particulares, mas a força de segurança refuta responsabilidades.
As queixas da Quercus surgiram depois de, na última semana, um particular ter entregado um falcão encontrado ferido junto ao Fundão e de a própria associação ter ido ao terreno recolher uma cegonha branca, junto a Castelo Branco.
Quem encontrou as aves, "telefonou para a GNR, que informou já não fazer essa recolha", referiu Samuel Infante, dirigente da Quercus, à agência Lusa.
Segundo Samuel Infante, "foi dito que teria de ser quem encontrou as aves a fazer o transporte para o centro mais próximo", sendo que ambos os animais estão agora no Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS) da Quercus de Castelo Branco.
Para Samuel Infante, a situação incorre em vários problemas, porque "não se podem transportar espécies de fauna selvagem" e, mesmo que fosse permitido, não é qualquer pessoa que tem conhecimentos ou equipamento para o fazer em segurança.
A cessação do transporte "não faz sentido e vamos sensibilizar o comando da GNR e o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) para que seja retomado", sublinhou aquele dirigente.
Por outro lado, "muitos animais são vítimas de atos ilegais e a GNR devia recolher provas nos locais", acrescentou.
O major João Brito, comandante do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR de Castelo Branco, esclareceu que "cessou a colaboração da GNR para transportes administrativos para centros da Quercus ou de outras associações", mas "a intervenção de âmbito policial mantém-se inalterada".
Ou seja, a GNR vai continuar a intervir, "sempre que haja suspeitas de crime".
Segundo aquele responsável, o transporte "sempre foi da responsabilidade da Quercus", mas entre 2007 e 2011 contou com a colaboração da GNR, tendo a ajuda cessado em novembro, em todo o país e para todas as associações, por orientação do comando nacional.
João Brito escusa-se a detalhar a orientação, mas diz não a estranhar face à contenção generalizada da despesa pública "e a GNR faz parte do Estado", referiu.
Questionado sobre se estará a incorrer numa ilegalidade quem recolher um animal selvagem ferido para o salvar, o comandante do SEPNA de Castelo Branco ressalvou que "a lei proíbe o transporte para comércio, não com fins de socorro".
Sempre que a GNR recebe pedidos de auxílio deste tipo, "tem uma ação pedagógica e não repressiva, porque a finalidade é promover o socorro do animal".
De acordo com o major João Brito, em 2011 a GNR distrital efetuou o transporte de cerca de 70 animais no âmbito da colaboração com a Quercus para os centros de Castelo Branco e Manteigas.
A Lusa não conseguiu até ao momento obter um comentário do Comando-Geral da GNR sobre esta matéria.
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