Por: Diario Digital Castelo Branco
O Partido Socialista vai passar a realizar uma conferência anual dedicada ao interior do país, anunciou em Castelo Branco à Lusa o secretário-geral, António José Seguro.
O Partido Socialista vai passar a realizar uma conferência anual dedicada ao interior do país, anunciou em Castelo Branco o secretário-geral, António José Seguro.
O líder do PS falava no final da "Conferência em defesa do interior" com a qual encerrou um périplo por oito distrito e 26 concelhos do interior do país.
Seguro anunciou que o evento, que juntou socialistas e não só, de vários pontos do país, em diversos painéis de discussão, vai passar a realizar-se anualmente em cada um dos oito distritos do interior.
Em cada ano, a discussão terá por base "um relatório sobre o estado do interior" e que será coordenado pelo independente e ex-ministro da Economia de Guterres Braga da Cruz.
Para além de diversos indicadores, o documento deverá dar especial atenção "ao grau de descentralização da administração pública".
O tema já tinha sido destacado por António Figueiredo, professor da Faculdade de Economia do Porto, na síntese final dos debates.
Segundo referiu, uma das soluções para os problemas do interior passa por "haver mais ousadia na descentralização de serviços públicos", que deverão "criar a energia mínima" para os territórios terem vida.
O investigador alerta para o facto de algumas coisas terem que existir, mesmo que não sejam racionais ou sustentáveis do ponto de vista económico.
O secretário-geral do PS pretende que a conferência anual se realize mesmo que o partido volte a ser governo, por forma a avaliar o cumprimento dos compromissos assumidos com esta faixa do território.
Na intervenção final, Seguro criticou o Governo por não fazer avançar "projetos e investimentos que poderiam criar riqueza e emprego" no interior.
Apontou como exemplos a paragem das obras do túnel do Marão, a falta de orçamento para a coudelaria de Alter do Chão, assim como a perda de peso político das regiões turísticas da Serra da Estrela e do Douro.
Por outro lado, no mundo rural, "os agricultores ainda estão á espera de parte das ajudas do ano passado e os fruticultores aguardam que o Governo reveja a aplicação de seguros de colheita".
Seguro traçou uma imagem de "um Governo de braços caídos" face às necessidades e que pede "sacrifícios exagerados, que não seriam necessários para consolidar as contas públicas, mas levam à mais elevada taxa de desemprego de sempre".
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