Por: Diario Digital Castelo Branco
A Segurança Social remeteu para o Ministério Público informação sobre alegadas irregularidades detetadas numa fiscalização à Santa Casa da Misericórdia de Belmonte, disse hoje à agência Lusa o diretor distrital de Castelo Branco, Melo Bernardo.
A Segurança Social remeteu para o Ministério Público informação sobre alegadas irregularidades detetadas numa fiscalização à Santa Casa da Misericórdia de Belmonte, disse hoje à agência Lusa o diretor distrital de Castelo Branco, Melo Bernardo.
De acordo com aquele responsável, terão sido detetadas "situações anómalas" ao nível "da gestão interna da instituição", mas que não põem em causa os serviços prestados aos utentes.
Segundo dados de 2010, a Santa Casa da Misericórdia de Belmonte presta serviços a quase 400 pessoas, abrangendo crianças e idosos.
A fiscalização da Segurança Social foi realizada em 2011 e "foi entendido superiormente encaminhar o assunto para o Ministério Público", explicou à agência Lusa o diretor distrital da Segurança Social, escusando-se a revelar quais as alegadas irregularidades detetadas.
A situação levou já à demissão da direção da Misericórdia de Belmonte, mas o responsável pela Segurança Social em Castelo Branco espera que "em breve seja encontrada uma nova solução diretiva".
O diretor distrital acredita que "não estarão em causa os acordos de cooperação celebrados com a instituição, nomeadamente no que respeita aos cuidados com idosos".
Já em 2010, o relatório de uma auditoria pedida pela Câmara de Belmonte às finanças da Misericórdia alertava para a "falência técnica" da instituição e incompatibilidade de cargos do provedor numa empresa participada pela Santa Casa.
Segundo o documento, da autoria da firma de revisores oficiais de contas Moore Stephens, a Misericórdia de Belmonte já estava "inibida de passar cheques", alguns dos seus bens já tinham sido apreendidos e havia casos de "salários em atraso".
Acumulava também dívidas às Finanças e Segurança Social e um endividamento bancário "insustentável" de 1,6 milhões de euros.
Apesar das tentativas, não foi possível à agência Lusa contactar com o ex-provedor da instituição, João Gaspar.
Entretanto, o Sindicato da Função Pública classificou a demissão dos corpos diretivos da Santa Casa da Misericórdia de Belmonte como um "desenlace esperado", que "só pecou por tardio".
A estrutura sindical espera que venha a ser eleita "uma equipa carregada de bom senso para ultrapassar os graves problemas financeiros e de funcionamento de que padece a instituição".
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