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Região 2 de outubro de 2022

Castelo Branco: Construção da barragem do Barbaído não pode ser paga pelos albicastrenses

Por: Diário Digital Castelo Branco

A agência noticiosa Lusa avançou na passada 6ªfeira, dia 30 de Setembro, que Assembleia Municipal de Castelo Branco, tinha aprovado nesse dia, por unanimidade, uma moção através da qual pede à Câmara Municipal que desenvolva todos os esforços para que a construção da barragem do Barbaído “seja uma realidade”.

Tendo em conta as declarações que o líder do SEMPRE, fez no passado dia 25 de Setembro, na rentrée política deste Movimento Independente albicastrense, o Diário Digital Castelo Branco questionou, Luís Correia, sobre a aprovação por unanimidade desta moção. 

"Votamos a favor sim, mas também dissemos que não concordamos que sejam os albicastrenses a pagar a barragem uma vez que, para além de ter sido uma promessa do PS nas Eleições Autárquicas de 2021, o SEMPRE está favor, mas recusa que seja paga pelos albicastrenses uma vez esta barragem foi concessionada às Águas de Portugal S.A. e é esta empresa, através do governo, que tem a obrigatoriedade de assumir o custo da sua concretização”, declarou.

O Presidente do SEMPRE também disse que foi com a falta de água que se está a começar a sentir em Lisboa que se voltou a dar importância à barragem do Barbaído como afluente do Tejo. Aliás, a água é atualmente um conflito ibérico... Basta olhar para aquilo que se está a passar não só com o Tejo, mas também com o Douro Internacional", afirma Luís Correia. 

A referida Assembleia Municipal, através da moção apresentada pela bancada municipal do Partido Socialista (PS) e aprovada por todos os eleitos da Assembleia Municipal, salienta que Castelo Branco “não vive alheado deste problema”.

“Todos temos consciência da importância da água e do que representa a escassez deste bem precioso. Esta é uma preocupação fundamental que implica a sobrevivência do ser humano e que tem de fazer parte das políticas públicas nacionais, regionais e locais”, afirmaram os socialistas. 

Os subscritores do documento fazem uma referência à década de 80 do século XX, quando Castelo Branco se debateu com graves problemas de “falta de água” para abastecimento público.

“Não queremos voltar a esse passado onde era preciso esperar pela água nas torneiras, em determinados momentos, para que estas corressem. Acresce que o problema visível provocado pelas alterações climáticas agrava ainda mais a situação que vivemos no presente”.

Neste âmbito, e para que este tipo de situações não volte a afetar o concelho de Castelo Branco, a Assembleia Municipal propõe ao executivo que desenvolva “todos os esforços junto das entidades competentes para que a construção da barragem do Barbaído seja uma realidade que permitirá o desenvolvimento do concelho”.

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