Por: Diário Digital Castelo Branco
O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco considera “completamente descabida” a possibilidade do encerramento da urgência da maternidade do Hospital Amato Lusitano (HAL) e estranhou que se faça essa proposta sem ouvir os interlocutores locais.
“Em primeiro lugar, acho estranho que um grupo de peritos faça uma proposta, que seja uma proposta nacional e que eventualmente sinalize Castelo Branco como possível para fecho, sem falar com o presidente da Câmara Municipal e sem falar com os outros atores locais do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, afirmou à Agência Lusa Leopoldo Rodrigues (PS).
Contactado o Movimento Independente - SEMPRE foi dito ao Diário Digital Castelo Branco, pelo seu presidente e Vereador, que " há muito tempo que o SEMPRE sabia disto e foi o primeiro a dar o alerta. E quando falou deste assunto na última reunião de Câmara pública, o senhor presidente, não se mostrou tão disponível para defender a nossa Maternidade. Só agora, depois da posição da senhora ministra da coesão, é que mostrou uma posição clara. De recordar que o SEMPRE desafiou os partidos com assento no executivo da Câmara Municipal para em conjunto defendermos a Maternidade. Infelizmente, não fomos ouvidos e só agora com o beneplácito do governo é que vêm em defesa da Maternidade. Esperemos que estejam certos e que o pior não se venha a verificar. Afirmámos e reafirmámos a disponibilidade total para defender a Maternidade e a nossa Unidade Local de Saúde (ULS) em todos os aspetos. A saúde é uma das nossas principais preocupações e estaremos sempre atentos", reiterou Luís Correia.
Segundo o Expresso ‘online’ desta 3ª-feira, dia 11 de Outubro, o grupo de peritos encarregue de propor uma solução para as urgências de obstetrícia e blocos de partos nos hospitais do SNS propôs ao Governo o fecho do atendimento SOS em dois hospitais da Grande Lisboa e dois na área geográfica da administração regional de saúde do Centro: as urgências obstétricas de Vila Franca de Xira, Barreiro, Covilhã e Castelo Branco.
À Agência Lusa, Leopoldo Rodrigues, ainda declarou que “no que diz respeito à Câmara Municipal de Castelo Branco, enquanto Presidente, não houve nenhum contacto. Penso que o Presidente do Conselho de Administração do HAL também não terá tido, o que estranho, para se avançar para uma proposta dessas sem ouvir aqueles que são os responsáveis pelo território”, salientou.
Em conformidade com aquilo que o SEMPRE já tinha alertado, o autarca socialista considera “completamente descabida a possibilidade de a maternidade vir a fechar ou as urgências da maternidade de Castelo Branco virem a fechar”.
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