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Região 21 de novembro de 2022

Castelo Branco não respeita crise energética e deixa de ter "Natal Branco"

Por: José António Baleiras

O Movimento Independente - SEMPRE anunciou esta 2ªfeira, dia 21 de Novembro, que as medidas do executivo socialista da autarquia não estão a corresponder às necessidades criadas pela crise energética/económica que toda a sociedade está a sentir com atual conjuntura e que a marca "Natal Branco" foi abolida. 

Em conferência de imprensa, Ana Ferreira, Luís Correia e Jorge Pio, os três vereadores do SEMPRE com assento no executivo da Câmara Municipal de Castelo Branco, afirmaram que a Câmara Municipal tem a obrigação de dar o exemplo e o caminho que está a ser tomado pelo PS não é o correto, nem confere a melhor estratégia para dar continuidade aquilo que foi alcançado pelo investimento do anterior o executivo. 

Luís Correia começou por apontar o "desnorte e falta de ambição relativamente à perspetiva de desenvolvimento do concelho, porque aquilo a que temos assistido é sobretudo um olhar mais atento ao passado em vez de se olhar para o futuro", afirmou o presidente do SEMPRE - Movimento Independente. 

Foram apresentados três exemplos daquilo que o SEMPRE aponta de desnorte e falta de ambição, nomeadamente, as medidas de eficiência energética que a Câmara pode adotar, o abandono da marca 'Natal Branco' e a candidatura de Castelo Branco à Rede de Cidades Criativas da UNESCO, na categoria de Artesanato e Artes Populares.

Em relação à eficiência energética, Ana Ferreira, afirmou que fazia ontem exatamente um mês, que os vereadores do SEMPRE apelaram à atenção dos elementos socialistas, em reunião pública do executivo camarário, sobre a necessidade de se repensar os consumos energéticos da autarquia, assim como, das identidades suas dependentes. 

Para a vereadora a Câmara tem dar o exemplo à comunidade residente em Castelo Branco e ser a primeira a implementar uma serie de medidas para controlar o consumo energético de todos os equipamentos da autarquia e dela dependentes, onde também insere a iluminação pública de Natal. "Atualmente existem materiais de decoração natalícia exterior que não necessitam de energia elétrica para ter o seu efeito efeito visual," garantiu Ana Ferreira. 

E sobre o Natal 2022, Jorge Pio, afirmou achar muito estranho e não perceber porque é que o 'Natal Branco' foi pura e simplesmente abandonado pelo atual executivo socialista no fim desta marca ter-se assumido como importante ferramenta para o território e economia do concelho, nomeadamente, na dinamização do comércio local.

“O Natal de há dez anos, não tinha nada a ver com aquele Natal que fez nos últimos cinco, seis anos porque a marca ‘Natal Branco’ colocou Castelo Branco com um posicionamento bastante interessante com aquilo que tem a ver com alguma competitividade entre territórios.

Este ano o natal no concelho ignora toda a dinâmica social e económica percorrida nos anos anteriores com o 'Natal Branco’ e não se percebe quais as vantagens que estão associadas a esta mudança, uma vez que, a iniciativa natalícia da Câmara mantém no essencial o mesmo formato, a mesma lógica de dinamização, quer dos espaços, quer da dinâmica económica associada ao evento, e puri simplesmente desaparece o nome ‘Natal Branco’.

Na nossa opinião retirar este nome à iniciativa faz perder por completo o posicionamento que Castelo Branco vinha assumindo na época natalícia e no momento de atratividade económica. Mas o que mais nos admira nesta mudança é que no ano passado o ‘Natal Branco’ foi realizado por este executivo socialista e não conseguimos compreender esta deriva, que assumindo no início do seu mandato a marca como iniciativa que já existia e tinha posicionamento, agora de um momento para o outro, o ‘Natal Branco’ desaparece sem conseguirmos perceber qual é a vantagem.

Conseguimos perceber, apenas, que neste executivo socialista há falta de uma linha estratégica orientadora porque nas diferentes ações que por si são desenvolvidas no concelho, todas elas têm pouca solidez e manifestam alguma deriva claramente prejudicial para o nosso território e para as próprias iniciativas desenvolvidas no Município.     

Ao iniciar esta conferência de imprensa e ao se referir à candidatura de Castelo Branco a cidade da UNESCO no âmbito do artesanato e Artes Populares, Luís Correia, falou do trabalho e do investimento que foi feito ao longo de vários anos.

"Nesta candidatura ouvimos falar em tradição e em passado. Não ouvimos falar em futuro e nem em ambição de desenvolvimento para o concelho de Castelo Branco. No passado investimos na certificação do Bordado albicastrense, levam-mo-lo à moda ao se criar o 'Moda Castelo Branco' e de o promover junto de estilistas que o introduziram nas suas criações. Acabou-se de se sentir o reflexo do investimento que foi feito ao se expor o Bordado de Castelo Branco na Catedral de Manchester, com a ajuda da estilista Cristina Rodrigues, cujo objectivo era aplicar o Bordado na Arte Sacra. 

Através da certificação do Bordado valorizou-se a 'tradição e o passado' junto da franja dos estilistas mais jovens, onde se criou uma dinâmica de atratividade do produto através de novas aplicações. 

São exemplo deste trabalho alguns que estão expostos no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Castelo Branco," afirmou Luís Correia. 

Outro investimento que o presidente do SEMPRE deu foi a criação do Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco que "é hoje uma referência nesta matéria que visa contribuir para a revalorização, recuperação, inovação e relançamento do Bordado, forma de expressão artística ímpar.

"Portanto, quando vimos a apresentação da candidatura de Castelo Branco a cidade da UNESCO no âmbito do artesanato e Artes Populares, não estamos a ser ambiciosos, mas sim, algo redutores até para com a valorização do Bordado de Castelo Branco. Devíamos de ir mais além porque o caminho que estávamos a fazer era outro, não era este, era um caminho que estávamos a valorizar não só o Bordado, mas também a cidade em diversos enquadramentos" declarou Luís Correia. 

Mas mais do que isto, em relação ao mundo artístico, o líder do SEMPRE também se quis referir ao trabalho que se desenvolveu com a Fábrica da Criatividade, com os cursos da Escola Superior de Artes Aplicadas, com Conservatório Regional a crescer com uma nova Escola Profissional de Música, com o investimento que se fez nas cinco Bandas Filarmónicas do concelho e com a certificação da Viola Beiroa e a sua ligação ao património musical albicastrense. 

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