Por: Diário Digital Castelo Branco
A apresentação do projeto de gestão do corço na Beira Baixa, que contará com a presença do secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino, vai decorrer no próximo dia 30 de Novembro.
A apresentação terá lugar a partir das 11:00 horas na Herdade da Cubeira, situada na freguesia de Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova. Seguir-se-á um almoço, para o qual se convidam os participantes.
Segundo informação a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso, o projeto de gestão do corço ibérico na Beira Baixa é um projeto do SCI – Capítulo Lusitânia, em parceria com a Câmara Municipal de Castelo Branco, e com o acompanhamento científico da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), e protocolado com o ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e Florestas).
O projeto de gestão do corço na Beira Baixa é um projeto de caça conservacionista e ambientalista, um projeto inovador em Portugal, alterando paradigmas e algumas ideias-feitas sobre a caça e caçadores no nosso país.
O projeto iniciar-se-á com o estudo exaustivo do terreno e as suas condições ambientais, após o que, de acordo com as conclusões, se procederá à colocação no terreno de exemplares de corços de ADN ibérico (alguns provenientes de Grijó, em Trás-os-Montes, e outros de Espanha). Antes da sua libertação, os corços ficarão parqueados durante o período de aclimatação que for considerado necessário. Todo o processo, a começar pela fase de aclimatação e após a libertação, será acompanhado cientificamente pela UTAD, que estudará e monitorizará – através de geo-ferenciação- todos os índices relativos à população de corços na zona (e que disponibilizará condições para a realização de estudos académicos e científicos sobre esta população, sobre a fauna local e sobre este projeto).
A ideia é a criar uma população de corços saudável e sustentável, enriquecendo a fauna da região e contribuindo para a sua biodiversidade. Ao fim de alguns anos, com a população de corços reforçada e devidamente acompanhada, caberá ao ICNF a possibilidade de definição de quotas rigorosas de caça, de forma a assegurar o desenvolvimento saudável e sustentável da população de corços nesta zona.
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