Por: Diário Digital Castelo Branco com Lusa
O comandante da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Castelo Branco, Rafael Marques, anunciou esta 4ª-feira, dia 30 de Novembro, um aumento da criminalidade geral na área de atuação do Comando Distrital, aumento esse que segue a tendência nacional.
“Não me parece ser intelectualmente honesto fazer a comparação dos dados estatísticos até 31 de Outubro deste ano, com os do período homólogo de 2021, devido à situação pandémica e limitações daí decorrentes, pelo que irei confrontá-los com 2019”, explicou o superintendente durante a cerimónia comemorativa do 139.º aniversário do Comando Distrital de Castelo Branco da PSP.
Rafael Marques apresentou um balanço da criminalidade registada na área de intervenção do Comando Distrital, que inclui os concelhos de Castelo Branco e da Covilhã.
E, segundo os dados apresentados, este ano e seguindo a tendência nacional, registou-se na área de atuação da PSP de Castelo Branco “um aumento da criminalidade geral em mais 289 crimes denunciados, nomeadamente ao nível de burlas, pequenos furtos, furtos de oportunidade e nos furtos em veículos motorizados, especificamente o furto de catalisadores”.
Já em relação à criminalidade violenta e grave registou-se também “um aumento de mais 26 crimes denunciados” que dizem respeito, sobretudo, a “roubos sob ameaça física, dado os roubos por esticão serem, felizmente, diminutos”.
Segundo o comandante distrital, em relação aos crimes de violência doméstica, há também a registar “o aumento de mais 11 crimes denunciados, mas também mais detidos por este crime”.
Rafael Marques salientou que, apesar dos números mencionados, Castelo Branco e Covilhã “são cidades seguras, das mais seguras a nível nacional”.
Disse ainda que o sentimento de segurança é construído quotidianamente, como comprova a proatividade dos agentes do Comando Distrital de Castelo Branco, “consubstanciada em 300 ações policiais que se traduziram em 290 detenções (mais 126 que no período homólogo), 2.615 condutores fiscalizados, realizados 1.826 testes de alcoolemia e levantados 3.466 autos de contraordenação”.
Rafael Marques sublinhou que o ano de 2022 tem constituído um período de “intensa atividade” relativamente ao licenciamento e fiscalização de armas e explosivos.
Até final de outubro, foram recolhidas 1.780 armas diversas e munições, “número muito superiores a 2019”.
Segundo o comandante distrital da PSP, estes resultados resultam do profissionalismo, competência e do inabalável sentido de missão de todos os profissionais” que exercem funções no Comando de Castelo Branco.
Este responsável sublinhou as “insuficiências e dificuldades” que enfrentam, sobretudo “devido à elevadíssima faixa etária do universo dos polícias deste comando”, onde a média de idade de agentes é de 52 anos e, dos chefes, de 57 anos.
“Importante ainda referir que, em média, um polícia demora cerca de 18 anos na lista de transferências para chegar a este comando, o que é muito tempo”, concluiu.
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