Por: Diário Digital Castelo Branco com Lusa
A Assembleia Municipal da Covilhã aprovou esta 2ªfeira, dia 19 de Dezembro, por unanimidade as propostas para a desagregação das uniões de freguesias de Peso/Vales do Rio, Barco/Coutada, Casegas/Ourondo e Cantar-Galo/Vila do Carvalho.
Seguindo a deliberação das respetivas assembleias de Freguesias e o parecer positivo da Câmara da Covilhã, os eleitos da Assembleia Municipal também deram aval à separação destas freguesias e salientaram a importância de se respeitar a vontade da população, sendo que o momento foi mesmo assinalado com um aplauso.
Durante a discussão do assunto, usaram da palavra dois dos presidentes das uniões de freguesia em causa, para sublinharem a “importância” desta decisão.
O presidente da União de Freguesias de Peso e Vales do Rio, Rui Amaro, sustentou que a agregação foi “uma opção legislativa que prejudicou as populações e perturbou a representatividade das freguesias”, além de “violar a vontade da população”.
Rui Amaro considerou ainda que a proposta de desagregação preenche os requisitos legais, pelo que espera que a mesma seja agora aprovada no Parlamento.
No mesmo sentido, o presidente da União de Freguesias de Casegas e Ourondo, César Craveiro, afirmou que a “união forçada” destas duas localidades foi um “erro manifesto”, que “pouco ou nada contribuiu para a democracia”, que “não respeitou a história nem a vontade do povo”, que “não teve benefícios para a coesão territorial” e que só contribuiu para “afastar os eleitos dos eleitores”.
Pelo PS, João Flores Casteleiro classificou o momento como “histórico”, porque “corrige uma tremenda injustiça que foi feita”.
Lembrando que o PCP sempre esteve contra a agregação, que classificou como “um ataque à democracia”, Vítor Reis Silva destacou a aprovação das propostas de desagregação e deixou votos para que idêntica deliberação se repita na Assembleia da República.
Jorge Vaz fundamentou o voto a favor do PSD com “a coerência” dos eleitos locais, que sempre estiveram contra a agregação das freguesias neste concelho e em particular nas freguesias rurais.
Sobre esta questão, António Freitas (CDS) também votou a favor, justificando que localmente o seu partido “sempre esteve, tem estado e continuará a estar” ao lado das populações.
Vítor Tomás Ferreira (coligação “Covilhã tem Força”) explicou o seu voto favorável com o facto de se estar a dar voz aos cidadãos.
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