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Região 1 de fevereiro de 2023

“Governo Mais Próximo: Castelo Branco recebeu um Governo desorientado num Concelho sem rumo” - SEMPRE

Por: José António Baleiras

“Na visita que fez ao distrito e perante aquilo que se tem passado com o Governo e com a liderança da Câmara de Castelo Branco, chegamos à conclusão que a capital de distrito recebeu um Governo desorientado num Concelho sem rumo”, reitera o Vereador e Presidente do SEMPRE, Luís Correia.

Em conferência de imprensa, o SEMPRE – Movimento Independente, fez o seu balanço, da visita que o Governo do socialista António Costa realizou ao distrito de Castelo Branco, nos passados dias 25 e 26 de Janeiro, com a designação “Governo Mais Próximo”, que incluiu um Conselho de Ministros realizado no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco.

“O SEMPRE, tendo grandes e muito positivas expetativas da presença do Governo no concelho e na capital do distrito de Castelo Branco, acabou por concluir que as nossas expetativas foram completamente goradas. As medidas que esperávamos ver anunciadas no concelho de Castelo Branco, não vimos nenhumas, zero!” Afirmou Luís Correia.

Resumidamente, o Vereador do SEMPRE, na qualidade de líder da única força politica que, a bem do desenvolvimento concelho e dos seus habitantes, defende o Itinerário Complementar 31(IC31 -Alcains/Termas de Monfortinho – Espanha) com perfil de autoestrada, isto é, com duas faixas de rodagem para cada sentido de rodagem automóvel, afirmou que “sem se referir ao seu perfil, ouvimos, por parte do Governo, que o arranque das obras de construção do IC31 irá ser em 2026, declarações que indicam que, provavelmente, as obras já não vão arrancar nesta legislatura governamental”, prevê o Vereador do SEMPRE.

Ao se referir à manutenção da maternidade no hospital da capital de distrito anunciada pelo Governo até Março, Luís Correia usou a metáfora “Pequenas decisões, comprometem o futuro” para explicar que, a inauguração que o governo, acabou de fazer, do novo edifício do Hospital Amato Lusitano, “em 2011 a perspetiva era um edifício maior, com outras valências hospitalares” o que não se veio a concretizar e que, segundo o Vereador do SEMPRE, vai comprometer o futuro das pessoas residentes no concelho albicastrense. Já em relação à manutenção da maternidade, que era outras das expetativas que o SEMPRE tinha com o ’Governo Mais Próximo’ diz que “as palavras do Governo que ficaram no ouvido da população foi ‘por enquanto’ mantem-se aberta. Não se vê nenhuma medida de fortalecimento do Hospital, nomeadamente, na salvaguarda daquilo que representa a maternidade de uma capital de distrito e por outro lado vemos aqui, também, um ‘por enquanto’ tímido porque o Governo sabe que tivemos um Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) que conseguiu manter a maternidade em funcionamento, ao contrário da posição do Presidente da Câmara que se descartou totalmente do assunto, passando a culpa do encerramento para a tutela, como também fez com a transferência da Direção Regional de Agricultura do Centro (DRA) para Coimbra na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR).

Outra expetativa que o SEMPRE tinha com a presença do Governo era saber o que é que iria acontecer ao projeto da Barragem do Ocreza que “desde 2020 que ouvimos aquilo que voltamos a ouvir nestes dois dias de visita governamental ‘Brevemente haverá novidades’. Na altura foi prometido a concretização de estudo sobre esta realidade para Junho de 2020 e até à presente data voltamos a ouvir 'brevemente haverá novidades', frase que também ouvimos sobre o projeto da Barragem do Barbaído”, denunciou Luís Correia.

“Continuamos sem saber se vamos perder um investimento de 15 milhões de euros financiado a 100% e a fundo perdido para que o concelho de Castelo Branco tenha uma barragem e se vamos ter um investimento governamental, no âmbito das Águas de Portugal, na concretização da Barragem do Barbaído” afirmou o Vereador.

O SEMPRE também diz que esperava ter ouvido algo sobre a inauguração de um empreendimento, de que se ouviu falar, com novos postos de trabalho mas nenhuma empresa foi inaugurada no concelho de Castelo Branco, ao contrário daquilo que aconteceu noutros municípios do distrito onde o Governo anunciou lançamento de mão-de-obra.

“Nos últimos anos, o concelho de Castelo Branco apostou no Agroalimentar, nas novas Tecnologias, captou investimentos em variados ramos, incentivou o empreendedorismo e bastaria dar continuidade a essa estratégia para que o Governo pudesse ter a oportunidade de inaugurar empreendimentos que criaram postos de trabalho como aconteceu no concelho da Covilhã, que já começa a ser um tormento para nós ao se ver iniciativas económicas a serem captadas e a concretizarem-se para este Município e Castelo Branco a ficar subalterno relativamente a esta matéria. Vimos, nomeadamente, uma visita que o Governo fez ao Centro de Inovação Empresarial da Covilhã, e em Castelo Branco zero” reiterou.

“Continuamos a registar a incapacidade da Câmara albicastrense em captar investimento para o concelho, à semelhança do que faz o município limítrofe do Fundão que conseguiu 30 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para 270 habitações, e Castelo Branco zero”, afirmou Luís Correia.

O SEMPRE achou importante a visita do Governo à Fábrica da Criatividade, infraestrutura ligada à cultura e que também representa o espírito empreendedor do “anterior executivo camarário que estava integrada numa estratégia de desenvolvimento do concelho e que, ao longo do atual mandato, a maior medida que se conhece foi ter-se retirado a pessoa responsável pelo funcionamento do espaço cultural e que nele tinha realizado um excelente trabalho, percebemos, agora com esta visita governamental, que está adormecida, sem liderança, sem trabalho e sem planeamento para o desenvolvimento do concelho. Nada de concreto, nada de novo vimos, infelizmente, na visita que ‘Governo Mais Próximo’ fez à Fábrica da Criatividade”, assegurou o Vereador.   

No fim da conferência de imprensa, o SEMPRE falou na ‘perola da coroa’ desta visita do Governo, como lhe chamou, ao se referir à promessa do Governo em continuar a baixar as portagens da A23, “não percebemos como é que o concelho de Castelo Branco pode ficar impávido e sereno relativamente a uma frase destas ‘reduzir as portagens é contrário para minimizar o uso do automóvel’. Ora bem, aquilo que nós temos aqui é o aparecimento de um argumento para justificar a não redução das portagens da A23. Só não percebemos é porque é que também não aumentam as portagens e os custos de mobilidade nos grandes centros do litoral do país, para se ver se se reduz também a circulação automóvel nesses locais, ao se verificar que o Governo não reduz as portagens na A23 com o argumento da necessidade da redução do uso do automóvel. Esta é sem duvida, uma nova ideia que vem prejudicar o concelho de Castelo Branco e por isso concluímos que esta visita governamental não passou de folclore e de, como alguém disse a nível nacional, ‘propaganda do Governo’ mas que na realidade veio a mostrar algo muito negativo, que estamos a assistir em Castelo Branco e no país. A iniciativa ‘Governo Mais Próximo’ veio mostrar um executivo desorientado, relativamente aquilo que é a coesão territorial, ao desenvolvimento do interior e ao rumo que o país está a tomar, assim como, infelizmente, um concelho sem rumo como Castelo Branco se está a tornar", concluiu Luís Correia.  

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