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Região 24 de março de 2023

Câmara de Idanha-a-Nova contesta protesto contra a precariedade nos transportes

Por: Diário Digital Castelo Branco

O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, afirmou hoje que o abaixo-assinado contra a precariedade dos transportes no concelho subscrito por alunos da Escola Superior de Gestão tem como objetivo “manipular e dividir os alunos”.

O autarca contestou hoje o teor do abaixo-assinado contra a precariedade dos transportes no concelho, subscrito por duas centenas de alunos da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (ESGIN).

“Não tenhamos dúvidas. Este documento surge com o propósito de manipular e dividir os alunos, criar conflitos internos e não olha a meios para atingir o objetivo da atual direção e alguns professores de levar a ESGIN para Castelo Branco”, afirmou Armindo Jacinto.

Num documento a que a agência teve acesso na quinta-feira, os alunos da ESGIN manifestaram o seu “desagrado e preocupação pela precariedade dos transportes (in)existentes no concelho de Idanha-a-Nova e de Idanha-a-Nova para Castelo Branco”.

Segundo os subscritores, esta situação “impede os estudantes que ali se encontram a estudar e a residir de se deslocarem naqueles períodos, e, designadamente, de conhecer o próprio concelho [Idanha-a-Nova] que escolheram para estudar”.

Evidenciaram ainda preocupação pelo futuro da ESGIN, “atendendo às queixas e reclamações quase permanentes de alunos e professores daquela instituição face à ausência de mobilidade e à muito deficiente rede de transportes”.

De acordo com Armindo Jacinto, a Associação Académica de Castelo Branco e a Associação de Estudantes da ESGIN “já declararam publicamente que não se revêm” no abaixo-assinado.

“Não concordam com o seu teor e que, enquanto entidades representantes dos estudantes, nem sequer compreendem a razão de ser do mesmo”, sublinhou.

Segundo o autarca, a ESGIN “é muito importante” para o desenvolvimento do concelho, pois tem um impacto positivo nas atividades socioeconómicas e culturais de Idanha-a-Nova, na capacidade de criação de massa crítica jovem, na captação de investimentos que necessitam de quadros qualificados e na coesão social.

“O lamentável resultado é denegrir o bom nome da ESGIN e do IPCB [Instituto Politécnico de Castelo Branco], prejudicando em primeiro lugar os estudantes, mas também o município de Idanha-a-Nova, Idanha e os idanhenses”, frisou.

Armindo Jacinto referiu ainda que o abaixo-assinado entregue no município de Idanha-a-Nova na quarta-feira e previamente divulgado nas redes sociais “tem por base falsas informações”.

“Não é especificada a necessidade concreta, não contém qualquer indicação do seu subscritor, não identifica o seu destinatário e nem, tão pouco, identifica a qualidade em que os seus signatários o assinam, presume-se que na qualidade de estudantes da ESGIN”.

O autarca realçou também que houve uma adaptação dos horários das carreiras intermunicipais às necessidades da população em geral e, em concreto, dos alunos da ESGIN, de Castelo Branco para Idanha-a-Nova e vice-versa.

Adiantou ainda que foi celebrado um protocolo com a Associação de Estudantes para comparticipação no transporte de alunos da ESGIN aos sábados.

É também disponibilizado transporte gratuito aos domingos “pelas 19:00 e pelas 00:00, exclusivo para os alunos da ESGIN, não obstante a possibilidade de virem a ser utilizados por outros alunos, sempre que manifestem essa necessidade”.

“Será que os subscritores deste documento, que se supõe serem estudantes da ESGIN, estão a ser utilizados como uma ferramenta na luta pessoal de outros, cujo objetivo mais não é do que cuidar dos seus interesses pessoais”, questionou Armindo Jacinto.

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