Por: Diário Digital Castelo Branco
A Plataforma P’la Reposição das Scut A23 e A25 considera que o Governo, se “tiver ouvidos, não pode deixar de responder positivamente” às reivindicações das cerca de 200 pessoas que se manifestaram em Lisboa este sábado, dia 20 de Maio, pelo fim das portagens.
“Foi oportuno termos feito esta iniciativa, pela participação e pela participação diversificada em termos regionais, de profissões, do espetro político-partidário, portanto, creio que o Governo, se tiver sensibilidade e tiver ouvidos, não pode deixar de responder e corresponder positivamente ao clamor que aqui foi lançado”, disse à Agência Lusa, Luís Garra, da Plataforma P’la Reposição das Scut na A23 e A25.
Luís Garra falava, ontem, após uma concentração de cerca de duas centenas de pessoas de várias localidades da Beira Interior junto à Assembleia da República, em Lisboa.
Para o porta-voz da Plataforma, o Governo é que “vai determinar o calendário” das possíveis novas ações de luta.
“Se o Governo rapidamente apresentar o plano, nós o analisaremos e diremos o que pensamos sobre o mesmo. Nós já marcamos o ‘timing’, fomos ao encontro do que disse a ministra da Coesão [Ana Abrunhosa] - é até ao verão, até ao dia 21 de Junho. Se até ao dia 21 de Junho não houver plano, nós estaremos aqui para agir”, adiantou.
Ao som de bombos e concertinas, os participantes no protesto carregaram bandeiras brancas, mostrando o seu desagrado contra as portagens nas antigas SCUT (vias sem custo para o utilizador).
A manifestação “Embaixada Beira Interior a Lisboa P'la Reposição das SCUT na A23, A24 e A25” teve início na Rotunda do Marquês e terminou na Assembleia da República, onde foram proferidas intervenções sobre o tema das portagens no interior.
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Médio Tejo e a central sindical CGTP também estiveram presentes na ação de luta.
O Governo apontou o final do primeiro semestre do ano como o prazo para apresentar a sua proposta à reivindicação da Plataforma.
A Plataforma P'la Reposição das SCUT na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda – a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.
A A23 (Autoestrada da Beira Interior) liga Guarda a Torres Novas (A1), enquanto a A25 (Autoestrada Beiras Litoral e Alta) assegura a ligação entre Aveiro e a fronteira de Vilar Formoso.
A A24 (Autoestrada do Interior Norte) liga Viseu e Chaves, seguindo até à fronteira com Espanha.
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