Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
A quarta edição do Festival de Artes de Rua Portas do Sol, na Covilhã, realiza-se entre os dias 29 de junho e 01 de julho, no centro histórico da cidade e conta no cartaz com 12 espetáculos de entrada livre.
Entre as 19 atividades programadas constam circo contemporâneo, dança vertical, música, exposições, poesia, instalações, oferta de livros, um debate sobre de que forma o espaço público pode ser um palco para as artes e a criação de dois jardins verticais.
Segundo o diretor artístico do Portas do Sol, Sérgio Novo, a companhia organizadora, a Associação de Teatro e Outras Artes (ASTA) trabalha no evento “com o coração da cidade”.
“Criámos o festival porque acreditamos na zona histórica da Covilhã, achamos que é importante requalificar, respeitar, valorizar, promover e, acima de tudo, trabalhar-se com a que a nossa cidade tem de mais importante, que é o seu coração, a zona histórica, e trabalhar com o coração da cidade”, frisou hoje Sérgio Novo, durante a apresentação da iniciativa.
Segundo o diretor artístico, além de uma praça da alimentação, com a colaboração de três restaurantes nas proximidades, que vão conceber uma oferta gastronómica adequada ao festival, com base em produtos locais, a outra novidade são os dois jardins verticais a criar, um na zona do Relógio do Sol, outro num pátio a meio da Rua Portas do Sol.
O diretor do festival, Rui Pires, realçou que o objetivo dos jardins verticais “é comprovar que é possível criar espaços verdes e de lazer para todos”, numa zona da cidade onde faltam jardins.
Rui Pires salientou tratar-se de um festival em que os 12 espetáculos e as 19 atividades programadas são “de acesso livre e abertas a toda a gente”, na via pública.
O Miradouro Portas do Sol, o Jardim Municipal, a Praça do Município, o largo atrás da Câmara Municipal, a parede lateral da Igreja de Santa Maria e a Rua Portas do Sol são os locais que acolhem os espetáculos.
Um dos momentos mais participados nas anteriores edições foi a dança vertical, este ano de dança contemporânea, pela companhia basca Enseueño, no dia 30, às 22:30, na Igreja de Santa Maria.
Para assinalar o centenário de Natália Correia, o projeto Substantivo Feminino apresenta “Rimas perdidas”, uma mistura de música e poesia, no Miradouro das Portas do Sol, dia 30, às 19:00.
No mesmo dia, os espanhóis Volatineros atuam na Praça do Município às 21:00, com um espetáculo de funambulismo, equilibrismo sobre um arame.
Nas propostas musicais destacam-se os Disco Voador, dia 29, os Mosquito Virtual, dia 30, e os Remexido, em 01 de julho.
O Portas do Sol tem um orçamento de 75 mil euros, inscrito no programa de atividades da companhia, financiada pela Direção-geral das Artes.
O diretor do festival, Rui Pires, apelou à Câmara Municipal da Covilhã para que dê um apoio específico ao evento, para que possa explorar “o seu potencial para crescer”.
“A ASTA precisa que a Câmara se envolva ainda mais, para tornar o festival não só mais visível, como tornar a Covilhã mais visível e colocá-la no mapa das artes de rua”, acentuou Rui Pires.
O chefe de gabinete do presidente do município, Hélio Fazendeiro, elogiou a “marca diferente e diferenciadora do verão da Covilhã” que é o Portas do Sol e manifestou a disponibilidade da autarquia para dar esse apoio.
“Estou muito convencido que este caminho de sucesso e de crescendo se vai manter nos próximos anos, assumindo o município, naturalmente, aquilo que é a sua responsabilidade de acompanhar, promover e incentivar este desenvolvimento”, respondeu Hélio Fazendeiro.
O programa completo do Festival Portas do Sol pode ser consultado na página na Internet do evento.
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