Por: Diário Digital Castelo Branco
Há um consenso sobre a relevância da continuidade das políticas para territórios de baixa densidade, indica o estudo sobre a Implementação e Impactos do Programa de Valorização do Interior (PVI), apresentado em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco.
A apresentação das conclusões e recomendações do estudo relativo à execução das medidas previstas no PVI decorreu esta 6ªfeira, 14 de Novembro, em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, promovido pela Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C).
“Há um consenso da relevância da continuidade das políticas para os territórios de baixa densidade. É fundamental continuar com o esforço e uma definição clara dos territórios, sendo que os territórios de baixa densidade de fronteira apresentam as maiores fragilidades”, vincou Susana Loureiro, da AD&C, durante a apresentação das conclusões.
Os desafios dos territórios do interior deram origem à elaboração do PVI, que sucedeu ao Programa Nacional para a Coesão Territorial, que visa a implementação de um conjunto alargado de medidas dirigidas a estes territórios.
A responsável da AD&C sublinhou ainda, no final da apresentação do estudo, que é necessário definir uma política estrutural, “supra mudanças políticas”, maior objetividade nas prioridades estratégicas e a construção de um programa “claro e incisivo”.
O estudo sublinha ainda que o PVI corresponde a um instrumento para combater as desigualdades e assimetrias territoriais, promovendo a coesão territorial através de uma estratégia integrada de desenvolvimento para os territórios do interior.
“Alicerçado em quatro eixos, apresenta um conjunto alargado de medidas que incluem o apoio à criação de emprego, o reforço da colaboração entre entidades de investigação e empresariais, a diversificação e inovação empresarial, o reforço da qualificação dos recursos humanos, a implementação de benefícios fiscais, entre outras”.
Por seu turno, a Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço que decorre do compromisso do Governo do Reino de Espanha e do Governo da República Portuguesa, plasmado no Memorando de Entendimento assinado em 2018 na XXX Cimeira Luso-Espanhola, é aprovada num contexto atípico, especificamente ditado pela pandemia por covid 19, tendo como propósito alavancar o desenvolvimento dos territórios de fronteira.
Face a este enquadramento, o estudo sobre a implementação e impacto do PVI teve como objetivos aferir e sistematizar o nível de implementação do PVI e da Estratégia de Cooperação e Desenvolvimento Transfronteiriço (ECDT), em termos de realizações, resultados e impactes.
Além disso, visou contribuir para melhorias no processo de monitorização do PVI e da ECDT e refletir sobre os critérios que delimitam geograficamente a implementação das medidas previstas no PVI e elaborar recomendações para uma futura revisão deste programa.
Para o efeito, foi realizado um trabalho de pesquisa e análise documental e estatística assim como promovidos diferentes modelos de auscultação e trabalho colaborativo, com vista à recolha de informação sobre as realizações, resultados e impactes da aplicação das medidas do PVI e da ECDT e a existência de novas dinâmicas territoriais no contexto da baixa densidade.
“A operacionalização desta metodologia mobilizadora e participativa envolveu a realização de 18 ‘workshops’, 19 entrevistas, 3 focus groups e entrevistas a boas práticas internacionais”.
O estudo permitiu ainda a identificação de um conjunto de constrangimentos e fatores de sucesso relativos à implementação do PVI e da ECDT que, aliado à análise de boas práticas internacionais, permitiu tecer um conjunto de recomendações para a potencial revisão do PVI e do respetivo sistema de monitorização, bem como para os critérios que permitem identificar os territórios de baixa densidade.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet