Por: Diario Digital Castelo Branco
Antigo ministro dos Negócios Estrangeiros defende que os que ganham mais de dez mil euros devem contribuir mais.
Antigo ministro dos Negócios Estrangeiros defende que os que ganham mais de dez mil euros devem contribuir mais.
Diogo Freitas do Amaral Freitas do Amaral defendeu quarta-feira que as pessoas que têm vencimentos acima dos dez mil euros têm de contribuir mais, uma vez que estas são “pessoas privilegiadas” num contexto de “modéstia nos nossos índices salariais”.
Em entrevista concedida à RTP, citada pela TSF, o antigo ministro afirmou que os que ganham acima de 50 mil euros “são muito privilegiados” e que os ganham 200 mil são “tubarões”, pelo que propõe uma “tributação especialmente pesada sobre essas pessoas”.
“Há muita gente a precisar de ajuda e há muita gente a não dar aquilo que pode”, acrescentou o antigo ministro, que defende um “pacote” de vários impostos como o Imposto sobre Património, já previstos na Constituição, no sentido de que haja “justiça fiscal”, o que é uma “questão ética”.
O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Sócrates criticou o silêncio do ministro das Finanças nos últimos tempos. “Em qualquer país democrático europeu, o ministro das Finanças fala todas as semanas ou no Parlamento ou na televisão. Acho que tem havido um défice de explicação ao país”, sublinhou.
Na mesma entrevista à RTP, Freitas do Amaral defendeu a flexibilização do memorando da troika e considerou que o caminho que está a ser trilhado pelo Governo poderá atirar Portugal para o mesmo caminho da Grécia.
Citado pela TSF, Freitas do Amaral afirmou que “dar mais tempo”, “baixar as taxas de juro” ou “simplificar certas coisas” poderão ser soluções a ser usadas pela troika e pelo Governo para ajustar o programa de Portugal.
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