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Economia 9 de setembro de 2012

Austeridade: Medidas são "ataque atroz aos trabalhadores'"

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O bispo das Forças Armadas classificou hoje de «ataque atroz aos trabalhadores» as medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro-ministro e disse ser altura de dizer «basta».

 

O bispo das Forças Armadas classificou hoje de «ataque atroz aos trabalhadores» as medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro-ministro e disse ser altura de dizer «basta».

Em declarações à agência Lusa, D. Januário Torgal Ferreira referiu que o que o «escandaliza» é a «falta de justiça social», observando que com estas medidas se «assiste a um ataque atroz aos trabalhadores em nome da equidade».

O bispo das Forças Armadas mostrou-se ainda escandalizado com a desprotecção da população mais vulnerável, incluindo os jovens, numa altura em que grassa o «desânimo e o protesto».

D. Januário Torgal Ferreira criticou também o «solilóquio» de Passos Coelho no Facebook, a tentar justificar como cidadão as medidas anunciadas, desafiando o primeiro-ministro a debater ideia em «diálogo aberto» e não desta forma.

Nas palavras do bispo das Forças Armadas, «não é com austeridade que se salva o país» e «se o primeiro-ministro vai em frente, deixa o país fortemente desgraçado», ou melhor «uma parte do país».

Disse ainda que Passos Coelho deve explicar ao país porque razão disse «basta» ao Programa de Estabilidade e Crescimento 4 durante o Governo de José Sócrates, e «agora assina tudo» para que Portugal receba dinheiro.

D. Januário reiterou a sua preocupação com a corrupção, alertando que «há corrupção moral, não há valores, não há ética, nem valores», havendo apenas uma «vontade decisiva de grupos alimentados pela vontade de quem julga que é Imperador».

Quanto ao papel do Presidente da República (PR), considerou que o actual silêncio do PR resulta da estratégia de um homem que é «naturalmente calado e silencioso» e que entende que os «silêncios são eficazes».

Notou, contudo, que o Presidente da República é a «última entidade salvadora» e que Cavaco Silva deverá saber o «que dizer e fazer» após o muito que afirmou antes sobre a questão dos cortes salariais e os sacrifícios impostos aos portugueses.

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