Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
«No que diz respeito à TSU, não falei em nome do primeiro-ministro nem como consultor do Governo», disse ao Correio da Manhã António Borges, depois de ser fortemente criticado pela sua reação «aos comentários de alguns empresários, nomeadamente dirigentes de organizações patronais, sobre a Taxa Social Única, chamando lhes «ignorantes». «São apenas e só uma opinião pessoal», frisou.
«No que diz respeito à TSU, não falei em nome do primeiro-ministro nem como consultor do Governo», disse ao Correio da Manhã António Borges, depois de ser fortemente criticado pela sua reação «aos comentários de alguns empresários, nomeadamente dirigentes de organizações patronais, sobre a Taxa Social Única, chamando lhes «ignorantes». «São apenas e só uma opinião pessoal», frisou.
O consultor do Governo para as privatizações e antigo quadro do Fundo Monetário Internacional reagia assim à chuva de críticas de que foi alvo no fim-de-semana depois dos seus comentários, e diz também que não responde a «insultos».
Borges afirmou, no I Fórum Empresarial do Algarve, no sábado, que os empresários que criticaram a descida da taxa social única para as empresas (de 23,5% para 18%) –conseguido pelo aumento da contribuição para a Segurança Social dos trabalhadores (de 11% para 18%) – eram «ignorantes».
Borges insiste que «existiu uma ligeireza de análise no modo como alguns empresários atacaram a redução da TSU, medida que consta do memorando desde o início, quando foi assinado por José Sócrates».
No início de Setembro, o primeiro-ministro propôs a descida da TSU para os empregadores, tendo como contrapartida o aumento da contribuição para a Segurança Social dos trabalhadores, algo que foi visto como um passo para reduzir, ainda mais, o consumo em Portugal.
Vários membros de todos os sectores da sociedade reagiram negativamente às palavras de Borges.
O Executivo, entretanto, alega que António Borges não é ministro, pelo que não se podem entender as suas palavras como vindas do Governo.
Fonte do gabinete de Pedro Passos Coelho disse ao Correio da Manhã que o economista é «consultor da Parpública para as privatizações e não é ministro nem representa a opinião do Governo em matérias como a TSU».
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