Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Uma "onda avassaladora" de estabelecimentos da restauração e hotelaria estão a desistir do pagamento por multibanco por causa das taxas cobradas, e a AHRESP já está imprimir avisos para os comerciantes afixarem e informarem os consumidores.
Uma "onda avassaladora" de estabelecimentos da restauração e hotelaria estão a desistir do pagamento por multibanco por causa das taxas cobradas, e a AHRESP já está imprimir avisos para os comerciantes afixarem e informarem os consumidores.
“Pode mesmo dizer-se que há uma onda avassaladora” de estabelecimentos de desistem de disponibilizar aos clientes meios de pagamento eletrónico, afirmou o secretário-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares (AHRESP), José Manuel Esteves, à margem de um encontro, que decorreu hoje em Lisboa, sobre as consequências do aumento da carga fiscal no setor.
Aquele responsável adiantou que a associação já fez um impresso para os comerciantes afixarem e avisarem os clientes de que o multibanco está fora de serviço.
A AHRESP diz que o setor da restauração e hotelaria já está a ser muito penalizado com a quebra do consumo interna e o aumento de IVA e que “qualquer pequeno montante”, como o das taxas cobradas pela banca pelo uso de multibanco, “é mais uma despesa que os comerciantes querem cortar”.
Na semana passada, a associação desafiou o Governo a pedir aos operadores de meios de pagamento eletrónico que isentem o setor da hotelaria e restauração da taxa cobrada nas transações eletrónicas, no tocante ao IVA cobrado em nome do Estado.
A associação defende que o IVA é um imposto ao consumidor, e não à restauração ou à hotelaria, e que o setor é apenas um mero cobrador do Estado.
Hoje, no parlamento, na comissão de Economia e Obras Públicas, o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) afirmou que os custos da banca com cartões de débito e crédito ascendem a 37 milhões de euros e que os benefícios para o setor são superiores a 400 milhões de euros.
Luis Reis, da APED, disse aos deputados que "não há dúvida que [os bancos] não perdem se baixarem" o valor das taxas aplicadas.
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