Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, diz que o ministro “Nuno Crato tem as mãos sujas” porque aceitou “pôr os professores na rua”, criar horários zero e destruir a escola pública.
O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, diz que o ministro “Nuno Crato tem as mãos sujas” porque aceitou “pôr os professores na rua”, criar horários zero e destruir a escola pública. “
“Nuno Crato foi quem aceitou, por decisão do governo, assumir o trabalho sujo de pôr os professores na rua, de criar os horários zero e de dar cabo da escola pública”, acusou Mário Nogueira, que falava na sexta-feira, em Coimbra, durante uma concentração de docentes, para assinalar o Dia Mundial dos Professores.
O ministro da Educação, “Nuno Crato, tem as mãos sujas desse trabalho”, sublinhou o dirigente sindical.
“O forte aumento de desemprego de professores” e as “situações de instabilidade” criadas, sobretudo este ano, nas escolas “não aconteceram por acaso”, nem são “só problema da crise”, sustentou Mário Nogueira.
A actual situação do ensino e da escola pública em Portugal “aconteceu porque [os governantes] a quiseram provocar”, disse o líder da FENPROF, considerando que se trata de uma estratégia deliberada.
É clara “a intenção dos actuais governantes” de quererem “impor uma agenda ideológica de matriz neoliberal”, defendeu Mário Nogueira.
O governo “está a apostar na ignorância, está a apostar na segregação, está a apostar na destruição deste país, que é o nosso”, acusou.
O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, salientou, durante a sua intervenção, que “o país não pode continuar a desbaratar conhecimento e a negar trabalho aos jovens”.
Em declarações aos jornalistas, Arménio Carlos defendeu que se Pedro Passos Coelho e Paulo Portas “fossem coerentes e pessoas sérias” abandonariam o governo, por não cumprirem o que prometeram, em relação aos impostos.
Ao final da tarde, após a concentração, os professores desfilaram até à Baixa de Coimbra, onde, na Praça 8 de Maio, aprovaram uma declaração “Em defesa dos professores e da escola pública, outra política para um Portugal com futuro”.
O documento, que será “enviado aos poderes públicos deste país”, disse Mário Nogueira, que declara os membros do catual governo “’persona non grata’, que devem merecer o mais forte protesto sempre que, em público, se encontrem no exercício de funções”.
Durante a concentração, em que participaram algumas centenas de professores, foi evocado Rómulo de Carvalho, com intervenções de Frederico de Carvalho, investigador, presidente da Federação Mundial de Trabalhadores Científicos e filho do homenageado, e Manuel Freire, que também interpretou algumas canções, designadamente ‘Pedra Filosofal’, poema de António Gedeão (pseudónimo de Rómulo de Carvalho).
Mário David Soares, professor e representante da CGTP no Conselho Económico e Social da UE falou sobre o “Impacto das políticas europeias na Educação”.
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