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País 11 de outubro de 2012

Associação profissional diz que morte de militares da GNR na A23 demonstra "perigosidade da profissão"

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

 A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) considerou hoje que a morte dos dois militares na A23 demonstra a "perigosidade da profissão", que “não é devidamente recompensada do ponto de vista remuneratório”.

 

 A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) considerou hoje que a morte dos dois militares na A23 demonstra a "perigosidade da profissão", que “não é devidamente recompensada do ponto de vista remuneratório”.

Dois militares da GNR, do Destacamento de Trânsito da Guarda, morreram, na terça-feira à noite, após terem sido atropelados por uma viatura civil na A23, na zona de Belmonte.

Segundo a GNR, os militares encontravam-se na berma da estrada com uma viatura de serviço “devidamente sinalizada a regularizar o trânsito e a suprimir uma das vias” devido a um incêndio florestal que deflagrava junto à autoestrada.

A viatura civil embateu na traseira do carro da GNR e provocou a morte de dois militares e ferimentos graves num terceiro elemento da corporação, que está internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra de Coimbra (HUC).

O condutor da viatura civil, que segundo a GNR, era furtada, também sofreu ferimentos graves, encontrando-se nos HUC.

Em comunicado, a APG/GNR apresenta condolências às famílias dos militares mortos, afirmando que o seu falecimento “deixa de luto todos aqueles que defendem a paz pública, a democracia e os cidadãos”.

A APG adianta que o acidente demonstra a perigosidade da profissão, que “não é reconhecida pelo Estado e que não é devidamente recompensada do ponto de vista remuneratório”.

Segundo aquela associação socioprofissional, o Estado “anda longe de reconhecer o risco que diariamente os profissionais da Guarda correm”.

A APG diz ainda que “é imperioso que o Estado reconheça os profissionais da Guarda também como cidadãos, sobretudo na sua dimensão humana e não apenas como números”.

Já anteriormente, a Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) considerou a profissão "de risco" e que deve ser "olhada pelo Governo com mais atenção”.

Também a Associação Nacional de Guardas (ANAG-GNR) sublinhou, em comunicado, que o abalroamento de viaturas da GNR tem vindo a aumentar e para travar estas situações “devem ser adotadas as medidas adequadas ao trabalho que desempenham”.

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