Por: Diario Digital Castelo Branco
Movimento Alternativa Socialista formou-se a partir de um grupo de dissidentes do Bloco de Esquerda. Prometem «evitar os mesmos erros» dos outros partidos e querem concorrer a eleições com a esquerda unida.
Movimento Alternativa Socialista formou-se a partir de um grupo de dissidentes do Bloco de Esquerda. Prometem «evitar os mesmos erros» dos outros partidos e querem concorrer a eleições com a esquerda unida.
Os membros do Movimento Alternativa Socialista (MAS) já têm as 7500 assinaturas de cidadãos necessárias para se constituírem como um partido político e vão entregá-las ao Tribunal Constitucional na próxima segunda-feira, às 10:00, avançou fonte do movimento ao TVI24.pt.
O objetivo é trazer «novos rostos» à política, sem esquecer os velhos. É que, se o MAS chegar a partido e concorrer a eleições, vai defender uma «frente eleitoral comum com o Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda» nas próximas legislativas.
«É verdade que existe uma aversão das pessoas à maioria dos partidos e até ao surgimento de novos, mas a história ainda não criou novos instrumentos para liderar um país. Não é possível colocar 10 milhões de pessoas no Governo», afirmou ao TVI24.pt Gil Garcia, coordenador da direção do MAS.
Formado a partir de um grupo de dissidentes do Bloco, o Ruptura/FER, o MAS quer «tentar evitar os mesmos erros» dos outros partidos, inaugurando uma «nova era na política». Se para os eleitores o problema está no «carreirismo político», então Gil Garcia promete que vai exigir a «rotatividade dos deputados», que terão de viver «sem mordomias» e de «renunciar voluntariamente às reformas vitalícias».
«Vamos provar que os dirigentes políticos não são todos corruptos», frisou, acrescentando que «no MAS ninguém vive da política». «Todos trabalhamos», assegurou.
O coordenador admite que poderá ser acusado de populismo, mas garante que as propostas do MAS são «uma urgência política e social».
«Não é admissível que o BPN tenha sido assaltado, que a dívida tenha ficado para os portugueses pagarem e que ninguém seja preso. Se pagar o preço do populismo é dizermos que essas pessoas devem estar presas, então nós pagamos», afirmou.
Questionado sobre o efeito de um novo partido de esquerda numa altura em que PCP e BE estão mais próximos e em que surgem outros movimentos como o Congresso Democrático das Alternativas, Gil Garcia espera apenas que o MAS seja «uma lufada de ar fresco», com «novas personalidades» além das já conhecidas pelos eleitores.
«Por exemplo, a manifestação de 15 de setembro foi aparentemente convocada e organizada por personalidades, mas foi o Bloco de Esquerda que esteve na sombra», apontou, destacando que a esquerda não pode funcionar «por interpostas pessoas».
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