Por: Diario Digital Castelo Branco
A Associação Nacional das Farmácias (ANF) decidiu adiar a data em que transfere para as farmácias as verbas das comparticipações dos medicamentos assumidas pelo Estado.
A Associação Nacional das Farmácias (ANF) decidiu adiar a data em que transfere para as farmácias as verbas das comparticipações dos medicamentos assumidas pelo Estado.
Segundo noticia o jornal i esta sexta-feira, o ofício deverá entrar em vigor em Novembro e já está a elevar os ânimos nas farmácias, que temem não conseguir pagar aos fornecedores e fazer novas encomendas. Prevê-se, em consequência disso, que fiquem sem medicamentos.
Trata-se de uma diferença de 20 dias. Em vez de as verbas chegarem dia 20 de Novembro, deverão chegar dia 10 de Dezembro, o que implica que as farmácias fiquem sem crédito para fazer novas encomendas.
O ofício da ANF, enviado à maioria das farmácias em Portugal, explica que a medida visa pôr fim à situação «imoral» em que a indústria farmacêutica aceita que o Estado pague aos laboratórios a 90 dias ou mais, exigindo prazos inferiores às farmácias. O que acontece é que, para cumprir esse calendário, as farmácias recorrem sistematicamente à banca, ou individualmente ou através da ANF, escreve o jornal.
A estratégia da ANF, descrita no ofício, é que as farmácias exijam prazos de 90 dias aos seus fornecedores e o presidente João Cordeiro não deixa margem para contestação: «Só ficamos sem medicamentos se a indústria recusar fornecer às farmácias o mínimo de condições que oferece ao Estado».
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