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Economia 20 de outubro de 2012

Jardim Gonçalves diz que «seria importante o PS estar no Governo»

Por: Diario Digital Castelo Branco

O fundador do BCP, Jorge Jardim Gonçalves, considera que «neste momento, seria importante o Partido Socialista estar no Governo». Em entrevista à TSF, o ex-banqueiro afirma que uma coligação entre o PSD e o PS seria mais benéfica do que actual aliança entre os sociais-democratas e o CDS-PP.

O fundador do BCP, Jorge Jardim Gonçalves, considera que «neste momento, seria importante o Partido Socialista estar no Governo». Em entrevista à TSF, o ex-banqueiro afirma que uma coligação entre o PSD e o PS seria mais benéfica do que actual aliança entre os sociais-democratas e o CDS-PP.

Referindo que, «neste momento, o líder de uma coligação seria sempre o PSD e o primeiro-ministro o dr. Passos Coelho», Jardim Gonçalves considera que «entre ter uma coligação com o CDS-PP, ou ter uma coligação com o PS, ou ter uma coligação a três», a melhor solução para o País seria uma governação PSD-PS.

Jardim Gonçalves justifica esta posição dizendo que «o PS tem uma base e tem uma capacidade de diálogo com as centrais sindicais, com os grupos económicos, etc, que o CDS não possui».

Sobre o Orçamento de Estado (OE) para 2013, o antigo banqueiro diz que este «pode ser diferente» com «outra governação». «Penso que devíamos iniciar um outro caminho, que implica uma outra governação», que implicaria uma mudança de pessoas no Executivo. «Se calhar os elementos que estão neste momento a governar o País não são os melhores para rectificar o caminho», acrescenta.

«O Partido Socialista, em Portugal, sempre foi importante em momentos de crise», frisa.

Quanto às privatizações, Jardim Gonçalves é peremptório: «nada devia ser vendido, nada!». «Eu estou a dizer vendido de propósito, porque não estamos a privatizar, estamos a vender (...) eu aceito as privatizações, mas o que está a acontecer são vendas».

«Eu disse, a quem de direito, e ao mais alto nível, que não deveríamos vender nada», acrescenta.

«Seria importante rectificar o Orçamento, porque o que nós sentimos é que o Orçamento foi ditado por regras exteriores ao País, tem algumas aprovações que são externas ao País e, portanto, dificilmente as pessoas olham para ele como um instrumento óbvio da República para gerir», considera Jardim Gonçalves.

«O que se fez e vale a pena rectificar, vale a pena percorrer um novo caminho é, realmente, preparar toda uma negociação com o exterior.

Após referir-se a Itália, perguntando «até quando os partidos vão tolerar um líder que não pertence a nenhuma família política [Mario Monti», Jardim Gonçalves refere que «em Portugal, a minha sugestão, é a de que, se efectivamente os partidos políticos não têm capacidades internas para formar um Governo, e têm de convidar pessoas que, até então, não foram membros do partido, na véspera da nomeação, da tomada de posse, devem dizer em que partido é que estão».

O ex-banqueiro dá como exemplo Vítor Gaspar, Nuno Crato e Álvaro Santos Pereira: «Qual é o pensamento, em termos de dimnensão social, político, ideológico, etc, do ministro das Finanças, ou do ministro da Educação, ou do ministro da Economia? Eu não sei».

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