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País 3 de novembro de 2012

Louçã defende queda do Governo e diz que reforma do Estado é «vergonha nacional»

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, criticou sexta-feira à noite os anunciados cortes na Educação, Segurança Social e Saúde, no âmbito da anunciada reforma do Estado, considerando uma «vergonha nacional» que esta seja conduzida pelos «técnicos matreiros» da troika.

O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, criticou sexta-feira à noite os anunciados cortes na Educação, Segurança Social e Saúde, no âmbito da anunciada reforma do Estado, considerando uma «vergonha nacional» que esta seja conduzida pelos «técnicos matreiros» da troika.

A reforma, que está a ser estudada em conjunto com técnicos do FMI, visa o corte de quatro mil milhões de euros na despesa pública, 3,5 mil milhões dos quais serão nas áreas da Educação, Saúde e Segurança Social.

«Não aceitamos a vergonha, a humilhação nacional, que é ver esses senhores de fato cinzento e gravata azul do FMI, do Durão Barroso, do Banco Central Europeu, a imporem estes cortes sobre a Saúde, sobre a Educação e sobre a Segurança Social. Pura e simplesmente, não aceitamos esses cortes», disse Louçã, que falava em Braga numa sessão pública aberta à população,.

O líder bloquista referia-se à anunciada reforma do Estado, que, segundo o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, constituirá «uma refundação» do memorando de entendimento com a troika.

«Que estes cortes sejam feitos com esses técnicos matreiros que se juntam aos políticos do Governo para tentarem impor um ataque à Segurança Social, à Saúde e à Educação é uma vergonha que Portugal não pode aceitar, é uma humilhação que Portugal não tem o direito de aceita»», acrescentou Louçã.

«Nós não queremos que este Governo continue três anos, não queremos que continue um ano, não queremos que continue um mês, não queremos que este Governo faça o Orçamento. Porque este Orçamento e a política que leva a cabo só nos garante que no próximo ano - já não falo daqui a três anos - a economia portuguesa estará tão devastada que fica próximo da bancarrota. E a bancarrota é a falência das pessoas», frisou.

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