Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou hoje que o Governo vai ter que apresentar a proposta do corte dos quatro mil milhões da despesa no Parlamento e que o Partido Socialista "lá estará para discutir".
O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou hoje que o Governo vai ter que apresentar a proposta do corte dos quatro mil milhões da despesa no Parlamento e que o Partido Socialista "lá estará para discutir".
"Há aqui algo que deve ser clarificado. O Governo vai ter que apresentar essa proposta no Parlamento e o Partido Socialista lá estará para discutir", disse hoje António José Seguro, no Porto, aos jornalistas quando questionado sobre as declarações de quarta-feira do primeiro-ministro que disse aceitar que o PS se tenha excluído do processo de redução da despesa em 4 mil milhões de euros.
Na opinião do secretário-geral do PS "o primeiro-ministro tem uma responsabilidade que é governar".
"E como os portugueses gostariam que o primeiro-ministro governasse bem", disse.
No final da visita às instalações da UPTEC (Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto), Seguro sublinhou que "esses quatro mil milhões é uma responsabilidade que foi assumida pelo Governo com a ´troika´" e que a pergunta de como vão ser feitos esses cortes deve "ser dirigida ao primeiro-ministro".
"O PS foi muito claro em relação a essa matéria. Total disponibilidade para discutirmos a modernização do Estado. Total indisponibilidade para dizer ao Governo o que é que ele deve fazer", sintetizou.
O líder socialista enfatizou que "quem governa o país é o primeiro-ministro e é o Governo" e que "há uma maioria no Parlamento", questionado "porque é que se lembraram agora do PS, ao fim destes meses todos".
"Nós estamos a discutir o orçamento para 2013. O Governo já falou na necessidade, porventura, de um retificativo, com cortes de mais 800 milhões de euros e agora já querem discutir o orçamento para 2014 ? Vamos discutir o orçamento para 2013 que este orçamento é uma autêntica bomba atómica fiscal sobre os contribuintes", criticou.
Seguro afirma ainda que "sobre esta matéria tem havido a maior das confusões", clarificando que o "que o Governo quer é cortar quatro mil milhões de euros na saúde pública, na escola pública, na segurança social pública" e que o "PS está contra".
"Outra coisa completamente diferente é discutirmos a modernização do Estado português. Como é que o tornamos melhor, mais amigo das pessoas, das empresas, mais eficiente e para isso o PS tem total disponibilidade", enfatizou.
Na opinião do líder da oposição uma reforma destas "não se faz de afogadilho", não se faz "em dois ou três meses".
"Isso é algo que tem que mobilizar a sociedade portuguesa, os parceiros sociais, as universidades, os portugueses", considerou.
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