Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Apesar das fortes medidas de austeridade e dos sucessivos protestos de rua, os portugueses recusam a possibilidade de eleições antecipadas, até porque, revela o barómetro i/Pitagórica, não vêem a oposição como uma alternativa sólida à maioria PSD/CDS-PP.
Apesar das fortes medidas de austeridade e dos sucessivos protestos de rua, os portugueses recusam a possibilidade de eleições antecipadas, até porque, revela o barómetro i/Pitagórica, não vêem a oposição como uma alternativa sólida à maioria PSD/CDS-PP.
Segundo este estudo, publicado esta segunda-feira pelo jornal I, 70,2 por cento dos inquiridos está contra a realização de eleições antecipadas, sendo que apenas 24,7 por cento aceita a possibilidade de crise política como uma boa solução.
Entre os defensores da manutenção do actual Governo estão, principalmente, os homens, com 55 ou mais anos, pertencentes às classes com maior poder económico, e que votaram, precisamente, no PSD e CDS-PP nas últimas legislativas.
Contudo e apesar da grande maioria defender a estabilidade, o mesmo estudo também revela que a grande maioria dos inquiridos está, efectivamente, descontente com o rumo adoptado pelo Governo, com oito em cada dez dos portugueses a assumir a sua discordância face às políticas assumidas. Surgindo, entre estes, as mulheres pertencentes à classe média, com idades entre os 18 e os 34 anos, como as mais insatisfeitas.
De resto, a taxa de reprovação ao actual Governo praticamente não se alterou face ao barómetro de Outubro, embora o CDS suba 1,5% nas opiniões. Já a Esquerda, mantém a maioria absoluta.
Quanto aos restantes partidos, o PSD desce 3,1 por cento, surgindo agora com 26,4 por cento (o que faz com que a coligação governamental não ultrapasse os 36,2 por cento, longe dos 50,4% obtidos nas legislativas), enquanto o PS continua a subir (2,1%), ostentando agora 36,2 por cento. Tendência revelada também quer pelo Bloco de Esquerda, quer pelo PCP, fazendo com que o Esquerda reúna 53,5 por cento de opiniões positivas.
De referir ainda que, no estudo i/Pitagórica, a abstenção situou-se entre os 40,8 e 49,8 por cento, enquanto os indecisos são de 30,6 por cento.
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