Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Esta é uma das conclusões do estudo "violência e armas ligeiras, um retrato português" hoje divulgado pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, que indica também que a preferência dos portugueses recai nas armas de caça.
Uma análise entre a circulação interna de armas de fogo e as importações mostra que parte das armas ilegais foram desviadas do circuito legal, isto é, "entre 2004 e 2007, foram furtadas e/ou extraviadas 5913 armas de fogo, uma média de quatro armas por dia".
Segundo o Departamento de Armas e Explosivos (DAE/PSP) existem em Portugal cerca de 2,6 milhões de armas de fogo em posse civil. Destas, 1,4 milhões são legais (54 por cento) e 1,2 milhões são ilegais (46 por cento).
No âmbito europeu, Portugal representa quatro por cento das importações e três por cento das exportações de armas de fogo e entre os tipos de armas mais procurados em Portugal destacam-se as espingardas, com mais de metade das aquisições (57 por cento).
Os portugueses importam também pistolas (25 por cento do total de armas importadas) e carabinas (10 por cento).
Segundo o estudo, "entre 1988 e 2006, estas transações somaram mais de 390 mil armas, sendo que os principais exportadores de armas ligeiras com destino a Portugal foram Alemanha, Bélgica, Brasil, Espanha, EUA, Itália e Turquia”.
Contudo, os portugueses preferem armas de caça e, das 445 360 licenças de uso e porte de arma emitidas entre 2004 e 2008 (uma média de 89 mil licenças por ano), 84,5 por cento correspondem a armas de caça (classes C e D).
Por distritos, Lisboa é o local com maior número de licenças atribuídas (11,1 por cento), seguindo-se Faro (8,1 por cento), Santarém (7,6 por cento) e Setúbal e Porto, ambos com 7 por cento.
O Centro de Estudos Sociais e o Núcleo de Estudos para a Paz apresentam hoje, em Lisboa, os resultados do projeto "Violência e armas ligeiras. Um retrato português".
Segundo a organização, o principal objetivo do projeto, que durou dois anos, foi "contribuir para a caracterização multidimensional da disseminação de armas de pequeno porte em Portugal, para que sejam elaboradas propostas de boas práticas e políticas de prevenção e redução da violência armada no país".
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