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País 20 de maio de 2010

Armas: Um em cada quatro portugueses tem uma arma, quase metade são ilegais - estudo

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Um em cada quatro portugueses têm uma arma de fogo, das quais quase metade são ilegais, num total de 2,6 milhões de armas existentes em Portugal. Um em cada quatro portugueses têm uma arma de fogo, das quais quase metade são ilegais, num total de 2,6 milhões de armas existentes em Portugal.

Esta é uma das conclusões do estudo "violência e armas ligeiras, um retrato português" hoje divulgado pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, que indica também que a preferência dos portugueses recai nas armas de caça.

Uma análise entre a circulação interna de armas de fogo e as importações mostra que parte das armas ilegais foram desviadas do circuito legal, isto é, "entre 2004 e 2007, foram furtadas e/ou extraviadas 5913 armas de fogo, uma média de quatro armas por dia".

Segundo o Departamento de Armas e Explosivos (DAE/PSP) existem em Portugal cerca de 2,6 milhões de armas de fogo em posse civil. Destas, 1,4 milhões são legais (54 por cento) e 1,2 milhões são ilegais (46 por cento).

No âmbito europeu, Portugal representa quatro por cento das importações e três por cento das exportações de armas de fogo e entre os tipos de armas mais procurados em Portugal destacam-se as espingardas, com mais de metade das aquisições (57 por cento).

Os portugueses importam também pistolas (25 por cento do total de armas importadas) e carabinas (10 por cento).

Segundo o estudo, "entre 1988 e 2006, estas transações somaram mais de 390 mil armas, sendo que os principais exportadores de armas ligeiras com destino a Portugal foram Alemanha, Bélgica, Brasil, Espanha, EUA, Itália e Turquia”.

Contudo, os portugueses preferem armas de caça e, das 445 360 licenças de uso e porte de arma emitidas entre 2004 e 2008 (uma média de 89 mil licenças por ano), 84,5 por cento correspondem a armas de caça (classes C e D).

Por distritos, Lisboa é o local com maior número de licenças atribuídas (11,1 por cento), seguindo-se Faro (8,1 por cento), Santarém (7,6 por cento) e Setúbal e Porto, ambos com 7 por cento.

O Centro de Estudos Sociais e o Núcleo de Estudos para a Paz apresentam hoje, em Lisboa, os resultados do projeto "Violência e armas ligeiras. Um retrato português".

Segundo a organização, o principal objetivo do projeto, que durou dois anos, foi "contribuir para a caracterização multidimensional da disseminação de armas de pequeno porte em Portugal, para que sejam elaboradas propostas de boas práticas e políticas de prevenção e redução da violência armada no país".

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