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País 21 de maio de 2010

PCP responsabiliza PS e Governo pela "estagnação e crise"

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, devolveu hoje as acusações de irresponsabilidade ao Governo e PS, acusando-os de levarem o país “à estagnação e à crise”. O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, devolveu hoje as acusações de irresponsabilidade ao Governo e PS, acusando-os de levarem o país “à estagnação e à crise”.

Jerónimo de Sousa, que falava na abertura do debate da moção de censura ao Governo que a bancada comunista leva hoje ao Parlamento, rejeitou as críticas dos socialistas a esta iniciativa.

“Pensam que chamando irresponsáveis aos outros ou por agora bradarem contra a crise dos mercados e clamarem contra os ataques especulativos, se libertam da sua responsabilidade”, afirmou o líder comunista.

Para Jerónimo de Sousa, “se há irresponsabilidade é daqueles que conduziram o país à estagnação e à crise com a ruinosa destruição do aparelho produtivo e da produção nacional que levou ao aumento sistemático das contas externas”.

A responsabilidade do PCP “é perante o povo português e não perante um Governo que o não merece”, sublinhou o líder comunista, depois de referir que a moção de censura pretende levar à “tribuna da Assembleia da República um profundo e largo sentimento de indignação e protesto” face às medidas previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento e no pacote de austeridade.

Reiterando que a moção de censura também se destina ao PSD, Jerónimo de Sousa acusou o Executivo, PS e PSD de exercerem chantagem “sobre um povo que, levando pancada, devia comer e calar”, e de promoverem o embuste “de quererem fazer crer aos portugueses que os sacrifícios toca a todos por igual”.

“Diz o senhor primeiro ministro que o Mundo mudou nestes 15 dias. Mudou sim, para pior, para a massa imensa de milhões de trabalhadores”, mas “não mudou nada para os interesses do capital financeiro”, destacou o líder comunista.

O secretário geral do PCP pediu ainda a José Sócrates que “não se iluda nem queira iludir”.

“O Mundo não mudou por um ato súbito. A situação resulta de um processo, de políticas erradas e do vergar de cerviz no quadro da União Europeia e na moeda única”, disse.

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