Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O novo secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque, deverá reunir-se em breve com as confederações patronais e sindicais para "apresentação e discussão de algumas ideias", adiantou hoje o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.
O novo secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque, deverá reunir-se em breve com as confederações patronais e sindicais para "apresentação e discussão de algumas ideias", adiantou hoje o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.
Em declarações aos jornalistas, o líder da CGTP disse no final da reunião de concertação social, que ficou prevista a “possibilidade de uma reunião, creio que bilateral, para apresentação e abordar coisas concretas”.
“Para nós e muito importante que rapidamente a atualização do Salário Mínimo Nacional seja um facto concreto e que se resolva o problema das Portarias de Extensão, que na prática está a impedir que centenas de milhares de trabalhadores não veja os seus salários a serem aumentados”, disse Arménio Carlos.
A questão da contratação coletiva é outra matéria que deverá ser abordada pela CGTP na reunião com o novo governante, uma vez que “nunca atingiu um nível tão baixo, pondo em causa a negociação e o diálogo social”.
A reunião de hoje do Governo com os parceiros sociais de preparação do Conselho Europeu dos próximos dia 7 e 8 de fevereiro, subordinado ao tema do quadro financeiro plurianual, contou com a presença dos ministros da Segurança Social, Pedro Mota Soares e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.
A reunião de hoje marcou ainda a "estreia" do novo secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque, na Concertação Social.
À entrada, Pedro Roque manifestou-se confiante na reposição do consenso social entre os parceiros.
"Desde que haja boa-fé e vontade, e eu julgo que há, é possível", disse.
Sobre esta nomeação, o líder da CGTP, Arménio Carlos, diz que irá confrontar Pedro Roque sobre "problemas concretos" e exigir também "respostas concretas", nomeadamente nas questões do aumento do Salário Mínimo Nacional, da necessidade de se revogar a resolução que condiciona a publicação de portarias de extensão e de dinamizar a contratação coletiva, atualmente fragilizada.
Já João Proença, da UGT, lembrou que tinha "uma opinião muito negativa do anterior secretário de Estado [Pedro Martins]".
"O novo secretário de Estado é uma pessoa que conhece bem os parceiros sociais. E é preciso não esquecer que a aérea do emprego é uma área privilegiada do diálogo social, não faz sentido não haver esforços de concertação que melhor se adaptem aos trabalhadores e as empresas", disse.
Pedro Roque desempenhava antes da entrada no executivo funções de líder dos TSD e foi secretário-geral adjunto da UGT, responsável pelos pelouros da saúde, educação e segurança social, entre 2009 e 2011.
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