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Economia 10 de fevereiro de 2026

Castelo Branco: PCP denuncia imposição de projetos e exige transição energética justa e planeada

Por: Diário Digital Castelo Branco

A Direção de Organização Regional de Castelo Branco do Partido Comunista Português (PCP) promoveu, no sábado passado, 7 de Fevereiro, no Fundão, o Debate Público “Energias Renováveis: Entre a Sustentabilidade e o Negócio”, que contou com uma ampla participação de eleitos locais, ativistas cívicos, jovens e cidadãos preocupados com os impactos territoriais e sociais da atual política energética. 

A sessão foi aberta por Luís Silva, do Comité Central do PCP, que enquadrou a intervenção do Partido em matéria de transição energética, sublinhando a necessidade de afirmar uma política energética ao serviço do interesse público, da soberania nacional e da proteção ambiental, denunciando a contradição crescente entre o discurso da sustentabilidade e a prática de um modelo orientado pelo negócio, pela concentração económica e pela mercantilização do território.

Segundo informação a que o Diário Digital teve acesso, Isaura Reis, da Comissão Concelhia do Fundão do PCP, centrou a sua intervenção na realidade concreta do distrito de Castelo Branco, território ambientalmente sensível e climaticamente vulnerável, que tem sido alvo de uma implantação acelerada e desordenada de grandes projetos de energia solar fotovoltaica.

Foi destacado que, considerados de forma integrada, mais de 15 grandes projetos solares em diferentes fases de licenciamento ou avaliação ambiental representam uma potência instalada e projetada superior a 800 MW, podendo, em cenários de concretização integral, aproximar-se ou ultrapassar 1 GW. Esta capacidade traduz-se na instalação de milhões de módulos fotovoltaicos e na ocupação direta de 1 200 a 1 500 hectares de solo, grande parte dos quais classificados como áreas agrícolas, florestais ou de elevado valor ecológico e paisagístico.

Em comunicado de imprensa, os comunistas referem que a estes impactos somam-se os efeitos indiretos associados a linhas elétricas dedicadas, subestações, sistemas de armazenamento e novos acessos viários, ampliando significativamente a pegada territorial efetiva destes empreendimentos. 

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