Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Dezenas de trabalhadores da indústria do têxtil, do vestuário e do calçado manifestaram-se hoje, no Porto, em frente à Associação dos Industriais de Vestuário e Confeção (ANIVEC), contra os baixos salários e a ausência de negociações. Luís Garra, dirigente sindical do distrito de Castelo Branco, está preocupado por os trabalhadores não receberem “qualquer aumento há mais de 14 meses”, acrescentando que “estão a trabalhar para empobrecer”.
Dezenas de trabalhadores da indústria do têxtil, do vestuário e do calçado manifestaram-se hoje, no Porto, em frente à Associação dos Industriais de Vestuário e Confeção (ANIVEC), contra os baixos salários e a ausência de negociações.
Maria Marques, dirigente e membro do Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio de Vestuário e Artigos Têxteis, denuncia que “os salários não têm aumentado” e que as “negociações estão bloqueadas”.
Os trabalhadores recebem “o ordenado mínimo, o que representa “2,80 euros à hora”, e, tendo em conta que o “custo de vida aumentou” e que houve “cortes salariais”, é necessário haver “aumento de salários”, explica à Lusa a sindicalista.
Maria Marques considera que “não faz qualquer sentido que [a negociação] não seja desbloqueada”, porque, deste modo, os trabalhadores nas empresas “não têm aumento de salários”.
Luís Garra, dirigente sindical do distrito de Castelo Branco, está preocupado por os trabalhadores não receberem “qualquer aumento há mais de 14 meses”, acrescentando que “estão a trabalhar para empobrecer”.
O sindicalista considera que “os 432 euros que a maioria leva para casa” é um valor que “já está abaixo do limiar da pobreza”, sublinhando que o aumento dos salários é benéfico “não só para os trabalhadores”, mas também “para a economia em geral”.
Luís Garra acrescenta que “não se justifica o bloqueio que está a ser feito, por parte das associações patronais, à negociação dos contratos coletivos de trabalho” e chama a atenção para a necessidade de promover uma negociação “que ajude a elevar os salários”.
Maria Silva trabalha no setor há 30 anos e lamenta que estejamos “num país de burocracias” onde - diz - “somos sacrificados por tudo” e, apesar de pagarmos “as faturas todas”, ganhamos “muito pouco”.
A funcionária apenas pede que “as coisas melhorem”, não só a nível do “aumento dos salários”, como também dos “direitos merecidos e adquiridos pelos trabalhadores”.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet