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Economia 11 de fevereiro de 2013

Castello-Lopes recusa negociar e avança com despedimento coletivo

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Socorama Castello-Lopes recusou hoje negociar o encerramento de 49 salas de cinema do país e mantém o despedimento coletivo de 75 funcionários da exibidora, anunciaram representantes dos trabalhadores no final de uma reunião com a administração.

A Socorama Castello-Lopes recusou hoje negociar o encerramento de 49 salas de cinema do país e mantém o despedimento coletivo de 75 funcionários da exibidora, anunciaram representantes dos trabalhadores no final de uma reunião com a administração.

A decisão foi transmitida em frente à sede da empresa, em Miraflores, onde 55 funcionários efetivos estiveram a manifestar-se durante a manhã de hoje, exibindo cartazes e gritando palavras de ordem.

"Não há razão para esta situação", "Ó Abreu dá cá o meu", "Sr. Abreu os empregados exigem o que têm direito", foram algumas das palavras de ordem e mensagens inscritas em cartazes dirigidas ao administrador da empresa, Paulo Abreu.

Os trabalhadores tinham-se concentrado às 10:00 em frente ao edifício onde decorreu uma reunião com o administrador, representantes da Comissão de Trabalhadores, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV) e do Ministério do Trabalho.  

No final de janeiro, a exibidora Socorama anunciou que iria encerrar 49 das 106 salas de cinema que detém em todo o país.   No final da reunião, Carlos Neves, da Comissão de Trabalhadores, disse que a Socorama "não quer negociar, e dá o processo como terminado, avançando com o despedimento coletivo".  

"Cada trabalhador vai receber em casa uma carta de despedimento, e a empresa diz que vai pagar o mínimo determinado por lei - um mês de salário por cada ano de trabalho - e negociará individualmente os créditos em atraso", indicou Carlos Neves, gerente da sala de cinema de Leiria, e um dos efetivos mais antigos da empresa.  

A decisão afeta oito complexos de cinema instalados em centros comerciais do grupo Sonae Sierra em Viana do Castelo, São João da Madeira, Covilhã, Leiria, Loures, Seixal, Guia e Ponta Delgada.   Carlos Neves indicou à Lusa que o despedimento coletivo envolve 55 trabalhadores efetivos e mais 20 contratados.  

"Receamos que os trabalhadores não venham a receber os créditos", alertou, indicando que a Socorama "falhou, em casos anteriores, os pagamentos de subsídios em atraso".  

A Lusa também tentou falar com a administração no final da reunião, mas ninguém se mostrou disponível para prestar declarações.   António Caetano, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV), que também esteve presente na reunião de hoje, disse à Lusa que "os trabalhadores vão continuar os protestos".  

A concentração prevista para as 14:00 de hoje em frente ao Cinema Londres, em Lisboa, será mantida, adiantou.

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