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Economia 11 de fevereiro de 2013

Plantação de eucalipto aumentou 16% em Portugal continental entre 1995 e 2010

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O eucalipto é a árvore mais plantada em Portugal continental, com um aumento de 16% de área entre 1995 e 2010, enquanto os povoamentos de pinheiro bravo diminuíram 13% e as plantações de sobreiro aumentaram 4%.

 

O eucalipto é a árvore mais plantada em Portugal continental, com um aumento de 16% de área entre 1995 e 2010, enquanto os povoamentos de pinheiro bravo diminuíram 13% e as plantações de sobreiro aumentaram 4%.

O eucalipto ocupa uma área florestal de 812 mil hectares (26% da área florestal total), seguido do sobreiro, com 737 mil hectares (23%), e do pinheiro bravo, com 714 mil hectares (23%). O uso agrícola do solo apresenta, no mesmo período, uma "diminuição acentuada" de 12%.

As conclusões constam do relatório preliminar do Inventário Florestal Nacional 6 (IFN) -- com pontos de situação de 1995, 2005 e 2010 - apresentado hoje na Tapada Nacional de Mafra, na presença da ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas.

De acordo com IFN, entre 1995 e 2010 a principal alteração ocorreu ao nível do pinheiro bravo, com a plantação a diminuir em cerca de 263 mil hectares, enquanto se verificou um aumento da área ocupada pelo eucalipto em 95 mil hectares.

A maior parte desta área anteriormente ocupada pelo pinheiro bravo transformou-se em "matos e pastagens" (165 mil hectares), enquanto os eucaliptos passaram a ocupar 70 mil desses hectares.

"O eucalipto cresce um bocadinho e cresce porque não tem problemas que outras espécies têm. Temos o declínio do pinheiro, essencialmente devido ao problema das pragas (o nemátodo do pinheiro) e ao problema dos incêndios florestais. São aspetos muito relevantes que têm penalizado o pinheiro", explicou a ministra da Agricultura.

A associação ambientalista Quercus já considerou preocupante que o eucalipto se tenha tornado na espécie que mais espaço ocupa na floresta nacional, principalmente devido ao risco de propagação de incêndios florestais.

   "O eucalipto já era a árvore número um quando comparado e utilizando a mesma metodologia em inventários anteriores. Teve um acréscimo, sobretudo devido ao facto de não ter pragas, ao invés do pinheiro, principal árvore que compete com o eucalipto", afirmou Assunção Cristas.

Contudo, a governante admitiu que o facto de o eucalipto ter um retorno financeiro mais rápido e mais seguro leve os proprietários a optar por plantar esta árvore em detrimento de outras.

"Com certeza que se as pessoas puderem receber dinheiro ao fim de oito ou de nove anos, em vez de receberem ao fim de 20 ou de 30, hoje em dia, esse é um fator relevante quando o proprietário toma uma decisão de saber o que vai fazer com a sua propriedade e com o seu terreno", referiu.

A ministra salientou, contudo, o empenho em incentivar a aposta noutras árvores.

"É importante termos melhor financiamento para o investimento destas espécies que demoram mais tempo a ter retorno para os seus proprietários e que também têm mais ameaças. Esperamos encontrar instrumentos para apoiar a floresta, nomeadamente o pinheiro bravo e o sobreiro, que precisam de ser mais apoiados", concluiu Assunção Cristas.

Segundo o INF, o solo de Portugal continental é ocupado em 35% por área florestal, 23% por matos e pastagens e 24% pela agricultura. A área arborizada (povoamentos) entre 1995 e 2010 aumentou em 150 mil hectares.

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