Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O fadista Camané atua hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde terá à espera uma plateia quase esgotada para escutar os novos fados do álbum "Do amor e dos dias".
A acompanhá-lo estarão José Manuel Neto (guitarra), Carlos Manuel Proença (viola baixo) e, como convidado, o contrabaixista Carlos Bica, que participa no disco.
Em palco, Camané deverá mostrar apenas o novo álbum e fados mais antigos, anteriores à estreia discográfica, porque defende espetáculos que levem algo de novo ao espetador.
"A forma de chegar às pessoas, [é] dando-lhes aquilo que eu acredito, tentar o que eu acho que eles devem ouvir e não aquilo que eles querem ouvir", disse o cantor em entrevista recente à Lusa.
Depois do sucesso de "Sempre de mim" (2008), que lhe valeu a platina (20 mil discos vendidos), Camané procurou em "Do amor e dos dias" que o fado soasse a novo, mesmo sendo antigo, porque é um género que "fala dos sentimentos todos de uma forma muito profunda e verdadeira, crua".
"Do amor e dos dias" tem novamente produção de José Mário Branco e um conjunto de fados que são como "crónicas do quotidiano do amor", que têm uma marca de ironia.
Do alinhamento há fados tradicionais, temas novos e textos inéditos para composições antigas, como "Casa (tentei fugir da mancha mais escura)", com poema de David Mourão-Ferreira para uma composição de Alain Oulman que já Amália tinha cantado em "Sombra".
O álbum tem poemas de Alexandre O´Neill, Sérgio Godinho, Fausto, Frederico de Brito, Cesário Verde, mas também de pessoas menos conhecidas, que o contactam a mostrar letras para fado, como Maria Margarida Castro e Miguel Novo.
No sábado, Camané apresenta o álbum no teatro municipal de Vila do Conde.
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