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País 9 de dezembro de 2013

"Somos tesos e estamos falidos" - Jerónimo Martins

Por: Diario Digital Castelo Branco

O presidente demissionário da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, defende, em entrevista ao Jornal de Négocios, que a recuperação de Portugal «já não vai com pequenas mudanças, com impostos, etc.», porque «o nosso problema é dinheiro. Somos tesos e estamos falidos».

O presidente demissionário da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, defende, em entrevista ao Jornal de Négocios, que a recuperação de Portugal «já não vai com pequenas mudanças, com impostos, etc.», porque «o nosso problema é dinheiro. Somos tesos e estamos falidos».

No entender deste gestor, a explicação para a situação em que o país se encontra está ainda na década de 70 e na «descolonização em África», a qual «veio afectar a situação económica em Portugal».

Esta «primeira escolha que foi feita, defende o ainda presidente do grupo proprietário da marca Pingo Doce, demonstra que os portugueses não são «vítimas» da crise, mas de si «próprios», embora a ideia seja de que «a culpa é sempre do parceiro do lado». Contudo, «a culpa é só nossa», salienta.

Como exemplo, Soares dos Santos cita a entrada do País na Comunidade Económica Europeia (CEE), sendo que, «a partir do momento em que descobriram [os portugueses] que afinal a tal disciplina e o tal controlo [que a entrada na Comunidade Europeia supostamente impunham] não existiam, veio o forrobodó outra vez. Continuamos, desde 1800 e qualquer coisa, no “stop and go”. O nosso crescimento económico é seguido de crises em que o decréscimo da economia é total».

A juntar a esta característica nacional, o empresário critica o facto de, hoje em dia, em Portugal, «tudo é político, tudo vai para a televisão, tudo aparece como uma desgraça completa». No entanto, apesar de «o problema ser grave, não é [assim] tão grave. É grave, na medida em que não há emprego mas a família ainda tem força e a unidade necessárias para substituir a falta de emprego».

«O que é absolutamente necessário é percebermos que a União Europeia só tem condições de sobreviver se marchar em direcção ao federalismo» e que «isto já não vai com pequenas mudanças, com impostos, etc. Precisamos de ter um rumo certo» e não estarmos «constantemente a mudar quando há eleições» e «a ter permanentemente umas pessoas sem qualquer experiência à frente dos ministérios».

Para o presidente demissionário da Jerónimo Martins, «a Constituição deve estar adaptada aos dias de hoje», ainda que, defende, «não somos um País moderado. Somos um País azedo que detesta o debate, não quer discutir nada. Querem é todos derrubar o Governo e todos estão preocupados com uma única coisa: as próximas eleições. [Mas] não vamos a parte nenhuma com eleições. Porque o nosso problema é dinheiro. Somos tesos e estamos falidos».

De resto, sobre a luta política, Alexandre Soares dos Santos diz que «aquilo que o dr. Mário Soares está a fazer» é apenas «tentar derrubar o Governo para lá pôr o Governo socialista. Dizem que ele [Soares] está senil- eu não acredito. Ele está é numa campanha para derrubar o PSD e pôr lá o PS».

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