Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“As declarações de Mário Draghi não constituem para o PCP uma novidade (…), vêm confirmar aquilo que o PCP vinha alertando e, por outro, lado colocar uma necessidade urgente, não de esclarecimentos como o PS reclama, mas de decisões, da interrupção imediata não só do pacto de agressão, mas da política de submissão contínua do país aos interesses do FMI, da União Europeia e do BCE”, declarou à agência Lusa Ângelo Alves, da comissão política do PCP.
Em Bruxelas, o presidente do BCE, Mário Draghi, considerou segunda-feira que Portugal precisará de um programa de apoio para regressar aos mercados, depois da conclusão da atual assistência financeira, em junho de 2014.
Para o PCP, as declarações do presidente do BCE “não são novidade”, frisando que “há muito tempo” que o partido comunista tem vindo a alertar que o “pacto de agressão” e as medidas que lhe estão inerentes iriam conduzir Portugal a uma situação de “destruição social de direitos, do empobrecimento dos portugueses e do aprofundamento de flagelos sociais como o desemprego”.
Para Ângelo Alves, as declarações de Mário Draghi confirmam igualmente que o país se encontra “perante uma espiral de chantagem e submissão”, considerando ser necessário “por gim a essa espiral com a demissão do Governo, o fim da vigência do pacto de agressão e da política de submissão a interesses que são alheios aos interesses nacionais”.
Mario Draghi afirmou que Portugal vai ter um programa para o período de transição após a conclusão do atual resgate da ‘troika’, mas que ainda não está decidida a sua forma.
“Sobre o período de transição, haverá um programa. Haverá um programa adaptado à situação durante esse período de tempo e temos de ver que forma este programa irá assumir”, afirmou Mario Draghi.
O líder do BCE respondia a perguntas formuladas pelo eurodeputado do CDS-PP Diogo Feio, durante uma audição na Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas.
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