Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os dois parlamentares defendem que aquele grupo de trabalho deve ter representantes das áreas dos Negócios
Estrangeiros, Educação, Cultura, Economia e Ciência e deve fazer, no prazo de quatro meses, um relatório «objetivo e factual com o ponto de situação da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 nos diferentes Estados que o subscreveram».
Em causa está a «efetiva aplicabilidade obrigatória [do acordo ortográfico] até final de 2015», em todos os Estados que o ratificaram.
Caso isso não aconteça até lá, José Ribeiro e Castro e Michel Seufert escrevem que o grupo de trabalho deve propor «a revogação, suspensão ou revisão» da decisão do Governo sobre o acordo ortográfico.
O projeto de resolução, que deve ser votado hoje, surge no dia em que é discutida a petição, iniciativa dos docentes Ivo Miguel Barroso, Madalena Homem Cardoso, Rui Miguel Duarte, aprovada por unanimidade, em julho, pela comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, após relatório favorável elaborado pelo deputado Michael Seufert.
«A desvinculação de Portugal ao AO90» é, segundo os peticionários, «a única forma possível de deter as nefastas consequências para a literacia de todas as gerações de portugueses que a aplicação deste desconchavado e pessimamente fundado e inútil AO90 está a causar».
Perante o recuo do Brasil, impõe-se que Portugal não “aplique” o Acordo, uma vez que o Brasil não o está a "aplicar" nem nenhum dos outros Países lusófonos, lembram os peticionários.
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