Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A reorganização da rede de ensino superior a nível nacional é defendida por 71,9% dos docentes do subsistema universitário e por 66,3% do politécnico, segundo dados do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNEsup) apresentados em Castelo Branco.
A reorganização da rede de ensino superior a nível nacional é defendida por 71,9% dos docentes do subsistema universitário e por 66,3% do politécnico, segundo dados do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNEsup) apresentados em Castelo Branco.
O resultado do inquérito feito junto de docentes e investigadores sobre a reorganização da rede de ensino superior e financiamento foi entregue, em Castelo Branco, pelo presidente da direção do SNEsup, António Vicente, ao secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes.
O documento, a que a agência Lusa teve acesso, abrangeu todos os docentes e investigadores do ensino superior universitário e politécnico (20 mil na totalidade), filiados ou não no SNEsup.
Teve a participação de 3.609 docentes e incluiu uma lista de 31 questões. A votação foi feita online no site do SNEsup, que enviou também o link para todas as instituições de ensino superior do país (politécnicos e universidades).
À questão "concorda com a reorganização da rede de instituições de ensino superior a nível nacional?", dos 2.721 docentes que responderam, 69,3% concorda e 30,7% discorda.
As respostas positivas foram superiores no ensino universitário (71,9%), relativamente ao ensino politécnico (66,3%).
Quando questionados sobre se concordam com a reorganização da rede de instituições de ensino superior na sua região, tomando como base a organização regional adotada no despacho com as regras para a abertura de vagas em 2013-14, dos 2.620 professores que responderam, 47,6% concorda com a proposta da tutela e 52,4% não concorda.
As respostas afirmativas foram, uma vez mais, superiores no ensino universitário (52,7%), relativamente ao ensino politécnico (47,3%).
Quanto à questão "concorda com a necessidade de reestruturar o funcionamento das instituições de ensino superior", no caso concreto do seu subsistema, dos 2.330 docentes que responderam, 63,1% disseram concordar, 17,3% discorda e 19,6% afirmou não saber ou não ter a certeza.
A percentagem de respostas positivas foi menor no ensino superior universitário (59,2%) do que no politécnico (67,7%).
Em relação à atual divisão binária do ensino superior (universitário e politécnico), dos 2.253 docentes que responderam, 68,3% disse concordar e 31,7% discordar, sendo que a percentagem de respostas afirmativas foi superior (75,7%) no ensino universitário (o ensino politécnico registou 59,9%).
Quando questionados sobre se entendem ser necessário alterar o atual modelo de financiamento das instituições, das 2.300 respostas obtidas a esta questão, 67,1% indicam que sim, 7,6% que não e 25,3% dos professores disse não saber ou não ter a certeza.
A percentagem de respostas positivas obtidas foi semelhante no ensino universitário (66,2%) e no politécnico (68,1%).
Por último, quando se pergunta se deverá existir uma diferenciação a nível do financiamento entre subsistemas universitário e politécnico, dos 2.247 respondentes, 26,5% disse que sim, 47,5% respondeu negativamente e 25,9% não sabe ou não tem a certeza.
Nesta questão, a percentagem de respostas a favor da diferenciação foi maior no Ensino Superior Universitário (39,4%) do que no Ensino Politécnico (11,7%).
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