Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Periferias – Festival Internacional de Artes Performativas de Sintra leva à vila, entre 04 e 16 de março, uma programação cultural diversificada, que se estende pelo tempo e aos países de língua oficial portuguesa.
O Periferias – Festival Internacional de Artes Performativas de Sintra leva à vila, entre 04 e 16 de março, uma programação cultural diversificada, que se estende pelo tempo e aos países de língua oficial portuguesa.
“Esta será a edição da consolidação”, aponta João de Mello Alvim, diretor artístico do Chão de Oliva – Centro de Difusão Cultural em Sintra e do festival organizado pela primeira vez em 2012.
A terceira edição do Periferias promete resistir à “ditadura dos mercados financeiros”, os mesmos que Mello Alvim acusa de empurrarem o país “para a dependência e saque – cegamente seguidas pelo Governo do país nos últimos anos”. Estes fatores, como salienta na nota de apresentação do festival, “secundarizaram direitos básicos da população, como a acesso à saúde, à educação, à segurança social e ao emprego, empurrando a cultura para um lugar de irrelevância”.
A resistência a este cenário negro, explica o diretor artístico à agência Lusa, assenta sobre parcerias com os grupos envolvidos, numa base de intercâmbios e troca de experiências. “Não há ‘cachets’”, resume o diretor do festival, esclarecendo que cada grupo se mostra em Sintra no âmbito de protocolos de colaboração. A retribuição é assegurada em formação ou espetáculos da Companhia de Teatro de Sintra e do Fio d’Azeite – Grupo de Marionetas.
O Periferias tem recebido cada vez mais candidaturas, apesar de a sua matriz passar por convites. “É um festival afetivo, pois interessa-nos primeiro o lado pessoal e, depois, o lado artístico”, reconhece o seu diretor.
A abertura está reservada para a inauguração da exposição “O Secreto Mundo das Marionetas Orientais”, patente de 04 a 16 de março na Vila Alda/Casa do Elétrico, com base na coleção privada de Elisa Vilaça. As peças são parte do espólio do futuro Museu de Marionetas de Macau.
A Casa de Teatro de Sintra recebe as peças “Mal-Empregados”, pela associação cultural D’Orfeu, de Águeda (05 de março), “Mata-Dor”, pela Asta – Associação de Teatro e outras Artes, da Covilhã (06 de março), e “Travessias”, pelo Teatro Por Que Não, de Santa Maria, Brasil (07 de março).
“A Casa Encantada”, pela Companhia de Teatro Constantino Nery, de Matosinhos (08 de março), é levada à cena a 08 de março, em várias salas do antigo Casino de Sintra. Frida Kahlo, Luis Buñuel, Garcia Lorca, Salvador Dalí são alguns dos artistas do século XX evocados neste projeto/performativo.
No “regresso” à sala da Companhia de Teatro de Sintra é representada “O Lobolo”, pelo Grupo de Teatro Haya Haya, da Beira, Moçambique (09 de março). Seguem-se “O Feio”, pela Jangada Teatro, de Lousada, (12 de março), “Coisa de Mulher”, por As Caixeiras – Companhia de Bonecas, de Brasília, Brasil (13 de março), “Barafunda”, pelo Te.Atrito, de Faro (14 de março), “Esquizofrenia”, pelo Grupo Teatral Craq'otchod, de Mindelo, Cabo Verde (15 de março), e “As Pombas de Carboeiro”, pelos Fantoches Baj, de Pontevedra, Galiza (16 de março).
Atividades paralelas decorrem em estabelecimentos da Estefânia, como as Conversas Periféricas, no restaurante Sopa da Avó (04 e 11 de março), junto à Casa de Teatro, e as Improvisações Periféricas, no Legendary Café (05 e 12 de março), perto dos Paços do Concelho. Depois do jantar, à roda de uma mesa, soltam-se conversas ou espetáculos com participantes no Periferias.
O festival conta com o apoio financeiro da Secretaria de Estado da Cultura e da Câmara de Sintra, além de parceiros institucionais e do meio empresarial. A autarquia reforçou o auxílio através de meios logísticos e com a cedência do antigo Casino.
“Sintra multicultural é o espaço natural para um evento como este, e que em boa hora se reedita, trazendo até nós outros registos e propiciando troca de experiências e afetos”, expressa o presidente do município, Basílio Horta, numa comunicação para o evento.
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